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vineri, 1 aprilie 2011

O Rio, devagar, volta a sorrir turisticamente

Uma cidade, como o Rio, que é o principal produto turístico do país precisa ser acariciada constantemente. O carinho é a mola-chave de sua sobrevivência, não só no âmbito das políticas governamentais mas na própria população, que, constantemente, deve demonstrar sua auto-estima.
Há, na verdade, problemas que precisam de solução urgente: o caos do trânsito, em particular na Zona Oeste, que ganha, diariamente, um novo condomínio; a falta de sinalização turística em inglês; os postos de informações turísticas; a capacitação dos policiais que trabalham em áreas turísticas; e, finalmente, o aeroporto Internacional do Rio, para citar os principais.
No entanto, floresce um boom de alegria, que começou com o Carnaval. Sobretudo aquele de rua, valorizado e trabalhado pela prefeitura. Apesar dos mijões, houve um esforço grande das autoridades municipais em disciplinar a cidade e mantê-la na mídia com novas conotações, como a cidade dos eventos, das grandes pré-estréias mundiais, enfim, de uma cidade revigorada, apesar da dengue .
Uma de minhas atividades é justamente medir a satisfação dos que nos visitam. As inúmeras pesquisas acadêmicas, realizadas por nossa equipe, no âmbito do Rio demonstram que, devagar, a percepção dos turistas vai mudando. A violência urbana não aparece mais como um grande problema, sobretudo pela evolução trazida pelas UPPs em diversos bairros e a política de duplas na orla de Copacabana, adotada pela Policia Militar. A presença efetiva dos policiais em algumas áreas turísticas é essencial para a nova visão da cidade.
Precisamos também ampliar a forma como o mundo nos vê. Já sabemos que somos hospitaleiros, que nossa alegria contagia, que a prestação de serviço é adequada, embora cara e algumas vezes informal, pelo espírito brincalhão do carioca. Vamos desmitificar algumas idéias: de que chegamos sempre atrasados, que há um jeitinho para resolver qualquer problema, que pessoas importantes não são importunadas e que nossa cabeça é malhação e sexo. A preocupação com a saúde e o exercício físico se impõem numa sociedade onde o trabalho aparece em primeiro plano e são renegados os valores do lazer. O mundo deve nos observar como uma cidade onde se trabalha, que se pensa soluções para a sustentabilidade, em horários determinados e que se a praia está cheia, é porque pessoas entram de férias, aproveitam momentos livres e não vivem da fiscalização da natureza, termo pejorativo, que utilizam para quem não faz nada.
A cidade ganha novos hotéis e uma vontade do empresariado turístico em construir com o poder público, uma nova sensação de crescimento ordenado. Precisamos,é claro aumentar o número de visitantes internacionais,que diminuem anualmente.A grande oportunidade é aproveitar o atual momento,com a criação de 12 grandes eventos, um a cada mês e promover efetivamente o Brasil, em mercados prioritários. Os mercados potenciais fazem parte de uma política promocional mas o ideal é aquele que responde rapidamente a campanhas que deveriam ser desenvolvidas.
Tenho que acreditar no Rio, pois faz parte da minha atividade e da minha alegria de poder contribuir, de forma humilde com nossa cidade maravilhosa mas acredito que a força de um núcleo receptor está em seus habitantes, que com suas reclamações, exigências, associações de moradores denunciam, exigem mudanças e vão aprimorando o Rio.
Meu otimismo requer uma dose de paciência, com os processos administrativos vagarosos, com a falta de continuidade de projetos ou ainda a negação da contribuição de administrações anteriores. No entanto, vislumbro com felicidade a nova secretaria de turismo do estado do Rio,o vigor e empreendedorismo da Riotur e a criação de uma subsecretaria de esportes e eventos,que poderia centralizar grande parte dos eventos da cidade.
Meu Rio volta a sorrir, timidamente mas com a virtude de poder caminhar com força total para um momento de reflexão, operação e mudança.

Bayard Boiteux é diretor do curso de Turismo da UniverCidade e preside o site Consultoria em Turismo(www.bayardboiteux.pro.br)

joi, 25 noiembrie 2010

O Rio de Janeiro entra em colapso novamente

A cidade dita maravilhosa entra em novo colapso. Para nossa tristeza, estamos mais uma vez no início da alta estação,vivendo uma série de ações negativas, que vão afugentar nossos consumidores turísticos. É a volta da dengue, da ineficiência dos aeroportos, dos portos e da segurança. A população anfitriã, personagem vital nas relações com o desenvolvimento da cidade está acuada, medrosa, gritando por uma resposta efetiva das autoridades. Chega de maquiagem, de Top Tours na comunidade Santa Marta .... Vamos buscar soluções que são prometidas em campanhas marqueteiras às vésperas das eleições e são esquecidas no dia seguinte...
Como um turista pode querer visitar uma cidade em guerra? Carros incendiados, arrastões nas ruas, as maiores comunidades ainda dominadas pelo poder paralelo, além de uma falta total de ações voltadas efetivamente para o turismo. Enfim, entende-se a razão pela qual o país recebe cada vez menos turistas, apesar de um pseudo plano Aquarela, desenvolvido pelo governo federal, que gasta somas altíssimas e que ainda não mostrou resultados efetivos.
No entanto, o que mais nos deixa perplexos, mais uma vez, é a falta de uma ação de relações públicas das autoridades turísticas e uma reação aos ataques hoje veiculados no mundo inteiro. Bandidos passam atirando em ruas e nos jornais mundo a fora aparece o nome do Rio. Até o momento, foram 1200 veiculações negativas em jornais e sites: Guerra no Rio pode afetar eventos, diz um conceituado jornal europeu.
Sabemos que nossa atividade está sujeita a um constante devir mas precisamos de um pouco de paz para trabalhar. A paz só vai ser encontrada no momento em que for duplicado o contingente de policiais militares nas ruas, que forem pagos salários reais aos membros das forças de segurança que inibam um segundo emprego, que sejam criados conjuntos habitacionais para nossos valentes membros da segurança, que a Anac fiscalize de fato as empresas aéreas e que os aeroportos passem por uma reformulação no atendimento, entre outras ações. E sobretudo que nos tornemos plurais e não fiquemos escondidos em discursos, que escondem a homofobia, a falta de entendimento das religiões afrodescedentes e as minorias éticas.
A cidade partida, que devo confessar começa a ser reorganizada pela atual Prefeitura padece de um choque de ordem no formato de gestão da segurança e das políticas públicas de melhoria de qualidade das populações mais pobres. Chega de assistencialismo, de bolsa família. Vamos lutar por uma educação de qualidade, um sistema de saúde real e não upas sem as devidas condições de sobrevivência.
Acordei mais uma vez muito preocupado com os rumos que o turismo se vê obrigado a sentir quando a cidade é cenário de uma guerra, de boatarias pelas redes sociais e de início de cancelamento de reservas.
Conclamamos as autoridades a pensarem nas soluções propostas e sobretudo não se descuidarem nunca das respostas imediatas aos mercados emissores, deixando claro que apesar de tudo, o governo está nas ruas, tentando minimizar os impactos negativos, dentro de suas possibilidades.

Bayard Do Coutto Boiteux é diretor da faculdade de Turismo da UniverCidade e preside o site Consultoria em Turismo.

duminică, 22 august 2010

O episódio do Hotel Intercontinental

Acordei revoltado, mais revoltado do que habitualmente. Ao ler meu clipping diário, verifiquei que o episódio do hotel Intercontinental, um cinco estrelas do Rio, em plena Maratona, que havia sido invadido por delinqüentes, que fugiam de uma comunidade estava estampado em 130 jornais estrangeiros e 45 sites, dos quais grande parte era de países que enviam turistas para o Brasil, que a cada ano recebe menos visitantes internacionais, apesar de todos os esforços promocionais.
Por outro lado, recebi aproximadamente 800 emails de meus amigos e conhecidos mundo a fora, pedindo maiores informações e extremamente preocupados com tal fato, na imagem já desgastada do Rio, no mercado internacional. Sem saber muito bem o que responder pois vivo dizendo que o Rio não é mais violento do que outras grandes cidades, que não temos atentados terroristas e que o exemplo da organização do Carnaval e do Réveillon mostram nossa capacidade técnica, tive que ficar calado, preferindo alegar que era uma fatalidade, discurso preferido do setor turístico.
Fico, no entanto, preocupado com as informações que invadem nossas casas diariamente, durante a campanha eleitoral, com a apologia das chamadas unidades pacificadoras. Elas foram um esforço pontual do governo do Estado, na valorização dos imóveis do entorno, num processo de melhoria da cidadania dos moradores e da nova policia militar. Ocorre que o Rio não tem policiais suficientes, nem orçamento suficiente para uma pacificação geral, tendo inclusive deixado de lado as comunidades mais perigosas como a Rocinha, o Vidigal e o Alemão, onde a presença do poder paralelo ocorre diariamente. É preciso repensar o modelo de atendimento ao aparato policial, priorizando a inteligência, os salários, o armamento, as fronteiras e a qualificação. São itens vitais para uma verdadeira política de Estado, que obrigatoriamente deve se apoiar na policia federal, extremamente bem qualificada.
As fotografias, cenas, vídeos no Youtube, comentários nos sites de relacionamento demonstram a preocupação do cidadão comum, do morador da área ou simplesmente daquele que quer ainda a sobrevivência do Rio. Cabe aqui algumas sugestões colhidas ou desenvolvidas anteriormente e que foram simplesmente deixadas de lado: encontros mensais com os correspondentes estrangeiros em forma de café da manhã com pautas positivas e reuniões com o corpo consular dentro da mesma tática. Deram frutos muito positivos, enquanto as coordenei nos governos Cesar Maia e Marcello Alencar. Precisamos agir com mais humildade e dar prosseguimento a programas relativamente baratos mas que contribuem na melhoria e aprimoramento da imagem institucional do Rio.
Sempre digo e repito: o Brasil precisa de um Ministério da Segurança Publica, que tenha uma secretaria de segurança turística, com diretrizes e recursos voltados para os principais pólos turísticos. São necessários de forma urgente a implantação de corredores de segurança turística em todos os bairros da cidade com os contingentes de policiais já lotados naquelas áreas,para coibir situações, como a do Intercontinental. Não se pode também conceber que integrantes das forças de segurança desenvolvam ações isoladas para prender traficantes, que deram origem ao episódio Intercontinental. Os hotéis devem também fortalecer sua segurança interna e externa, aumentando o número de profissionais para tal tarefa, fazendo uma integração real com os batalhões vizinhos e ajudando financeiramente da forma que podem a segurança. Vamos voltar com os prêmios de viagens que instituímos com o apoio da Abav e da ABIH. Tenho certeza que os empresários estão de acordo com o incentivo a nossos policiais militares, civis, bombeiros e guardas municipais.
A ação do batalhão de choque para resolver o problema foi rápida e eficaz, devo confessar mas não foi suficiente para os danos que a cidade do Rio sofreu mais uma vez. Até porque agora só se fala em eventos esportivos e sua inserção na cidade, esquecendo providências básicas como sinalização e informação turística, sempre relegadas a um segundo plano.
Que os clamores de um professor universitário, filho de um exilado e sempre pronto para ajudar o Rio sejam ouvidos e analisados. O Rio sempre vai precisar de atenção e pequenos gestos em tais ocasiões.Vamos aprender com quem sabe: o maior especialista em segurança turística do mundo, Peter Tarlow, ministrará diversas palestras no Rio, no dia 05 de outubro. É a segunda vez que vem ao Rio. Quem sabe, desta feita, as autoridades e o trade se interessam...

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, preside o Site Consultoria em Turismo e coordena o curso de Turismo da UniverCidade.

luni, 12 iulie 2010

Peter Tarlow virá ao Rio em Outubro

O Professor Bayard Boiteux, diretor da Faculdade de Turismo da UniverCidade trará ao Brasil, em Outubro, o maior especialista em segurança turística do mundo, o norte-americano Peter Tarlow.
Com o apoio da American Airlines, Hotel Ipanema Plaza, Fundação Cesgranrio, Planet Work, Site Consultoria em Turismo-Bayard Boiteux e da UniverCidade, Peter estará ministrando um workshop no dia 06 de outubro sobre Eventos Esportivos e Segurança, uma palestra para as forças de segurança turistica do Rio e uma apresentação fechada só para convidados. As atividades vão acontecem no Teatro da UniverCidade, em Ipanema.
Para Mauricio Werner, da Planet Work, "é uma oportunidade ímpar de conhecermos alguns cases que foram assessorados por Peter e as sugestões que pretende apresentar para o Rio."
Tarlow, que já publicou vários livros e está vindo ao Rio pela segunda vez, espera que as autoridades de segurança aproveitem os eventos para se aprimorar, assim como o trade turístico, mormente hoteleiros, organizadores de eventos e transportadores.
Maiores informações serão prestadas na primeira semana de Agosto, através do email eventur@univercidade.br

A Copa do mundo,o Rio e o turismo

Com a vitória da Espanha, na África do Sul, o Brasil é agora o centro das atenções da Copa de 2014. O país conseguiu com muita dificuldade sediar um dos maiores eventos esportivo do mundo, que levou, por exemplo, para a França, 500 000 turistas. Nossos desafios são muito grandes e temos que entender que o processo de captação e de marketing eleitoreiro terminou e que o momento é de trabalho, sobretudo no cumprimento das metas estabelecidas pela FIFA, que estão muito atrasadas.
Os aeroportos, mormente o Tom Jobim não pode passar apenas por uma maquiagem. Faz-se necessário a transformação do mesmo num equipamento mais moderno,voltado para o lazer dos passageiros e não só para embarque e desembarque. É lamentável que a idéia do governador Sergio Cabral de terceirizar a operação de nossos aeroportos não tenha sido levada adiante. Não podemos ter um caos aéreo e nem deixar de receber aviões com torcidas, como acaba de acontecer em Durban.
Precisamos também melhorar a qualificação de nossos recursos humanos, não com cursos a distancia de idiomas mas com um programa presencial de atendimento de excelência com informações específicas dos principais países emissores e como deverão ser tratados nossos consumidores. Foi-se o tempo em que uma população hospitaleira era suficiente. O trade turístico e os órgãos oficiais devem entender melhor o papel do turismologo, no novo processo de desenvolvimento turístico. O turismo oficial tem que abrir concursos públicos para bacharéis em turismo e hotelaria, assim como escolher melhor os que dirigem as empresas oficiais. Com raras exceções, as secretarias de turismo continuam sendo ocupadas por protegidos do executivo, sem desenvolvimento de planos de turismo. E para piorar a situação, alguns municípios e estados colocam numa mesma pasta turismo, esporte, cultura, para citar apenas exemplos...
Por outro lado, o plano diretor da cidade, em aprovação deve observar melhor a capacidade hoteleira da cidade e não liberar a construção de hotéis mas incentivar a mesma em locais da cidade que ainda podem ser aproveitados,como a zona oeste. O Rio ganhou pouquíssimos novos equipamentos nos últimos quinze anos e os poucos ainda devemos a investidores estrangeiros.
As obras nos estádios em todo o país estão atrasadas e muitas cidades não poderão sediar os jogos por falta de recursos ou ainda sem tempo hábil para as reformas necessárias. Haverá seguramente uma maior concentração ainda em certos destinos turísticos nacionais .
A segurança ainda é um entrave na comercialização do produto turístico. Não cansamos de sugerir que seja criado, no âmbito do Ministério do Turismo, um programa emergencial de capacitação turísticas pois os esforços dos governos estaduais não vão sobreviver se não existirem diretrizes efetivas da federação.
Acabamos de criar uma frente suprapartidária, para discutir os rumos do Turismo em nosso Estado e propor sugestões. Talvez seja também o momento de elegermos verdadeiras bancadas de deputados estaduais e federais que façam do Turismo sua bandeira de atuação. Temos muito poucos representantes no legislativo e alguns se aproveitam das eleições para incluir o turismo como mais uma opção.
A Copa poderá ser um marco de desenvolvimento do país, de melhoria de transporte, das desigualdades sociais cada vez maiores, apesar de todas as “bolsas”, se tivermos em mente, que não basta transparência, marketing mas que a palavra chave é trabalho, cronograma e vontade de fazer da COPA 2014, o maior evento que o mundo já viu, já que somos conhecidos pela excelente organização do Carnaval e do Réveillon...

Bayard Do Coutto Boiteux é diretor da Faculdade de Turismo da UniverCidade e Mauricio Werner-presidente da Planet Work

sâmbătă, 26 iunie 2010

Embaixadores do turismo carioca

Numa promoção da Fundação Cesgranrio, Planet Work, Site Consultoria em Turismo - Bayard Boiteux e os cursos de Turismo e hotelaria da UniverCidade, a cidade do Rio de Janeiro homenageia no próximo dia 01 de julho, na Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, em evento fechado para 100 convidados, os novos embaixadores do turismo carioca.
Os escolhidos são Luiza Brunet, Diogo Nogueira, Fernando Chabert, Francis Bogossian, Leticia Spiller, Moyses Fuks, Haroldo Costa, Carlos Magno, Rogerio Schaffer, Felipe Niemeyer, Marcelo Ambrosio, Renato Gomes, Fernando Barros e Manuel Vieira.
Para Bayard Boiteux, idealizador do prêmio, nosso objetivo é criar um grande time que possa divulgar, através de seu trabalho, o Rio de Janeiro. É a 12 vez que Bayard coordena o evento, que ganhou uma novidade em 2010: o júri.
Pela primeira vez,os agraciados foram escolhidos por um júri plural formado pelas promoters Patricia Brandao e Amelinha Azeredo, a colunista Hildegard Angel, os professores Mauricio Werner e Roberta Guimaraes, o presidente da Fundação Cesgranrio, Carlos Serpa, Savio Neves do Corcovado e Maria Ercilia Castro, do Pão de Açucar, e o Prof Bayard Boiteux.
O evento está sendo coordenado pela Eventur - a empresa acadêmica de eventos da UniverCidade, formada por alunos de turismo e hotelaria, sob a supervisão da professora Cristiane Esteves, que será responsável pelo cerimonial.

sâmbătă, 19 iunie 2010

Como o preconceito é visto pelo carioca

Pesquisa coordenada pelo Professor Bayard Boiteux da UniverCidade revela como o preconceito é visto pelo carioca.
Foram entrevistados 800 cariocas, por telefone, de 01 a 10 de junho. 35% com nível superior, 40% com nível médio e 25% com nível fundamental. 40% vive na zona oeste, 35% na zona sul e 25% na zona norte.
Para 40% o maior preconceito é o religioso, seguido de 30% racial, 20% sexual e 10% político. No preconceito religioso, apontam as religiões de origem africanas as adventistas e o islamismo como as que despertam mais preconceito, no campo sexual os homossexuais e as lésbicas, no campo racial os negros. 60& acha que existe preconceito sexual na hora de contratar um homossexual ou uma lésbica, 70% acha que o racismo é economico, 45% aponta a necessidade de campanhas contra o preconceito, 35% o aprimoramento dos diplomas legais que tratam do assunto e 20% a inclusão de informações sobre preconceito nas escolas.
Dos entrevistados, 65% alega ter algum tipo de preconceito e 35% não tem nenhum.
O que acham?

vineri, 9 aprilie 2010

O Rio, as enchentes e o turismo

O Estado do Rio de Janeiro,em especial,os municípios do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo mais uma vez foram vítimas da irresponsabilidade dos gestores públicos, que nos governam, nas últimas décadas. Faço alusão às fortes chuvas que caíram no Rio e deixaram as cidades citadas no maior caos ,já visto .
É impressionante como as construções irregulares em encostas cresceram mais de 400% nos últimos vinte anos. Não há vontade política efetiva de disciplinar o crescimento desordenado das comunidades, em nosso Estado. Em vez de se ater às ações, que possam efetivamente dignificar os moradores das áreas mais afetadas, preferem o marketing eleitoreiro, perto das eleições, como o chamado PAC. Por outro lado, verbas que deveriam ter sido liberadas para tais calamidades, não conseguiram chegar a nosso Estado e um valor expressivo chegou a outro Estado, do qual o então ministro era oriundo.
Não podemos continuar com calamidades que matam 200 pessoas em menos de 2 dias e que mostram a fragilidade dos serviços públicos, no momento de resgatar pessoas soterradas, limpar a lama das ruas, controlar o trânsito ou simplesmente manter a ordem pública, evitando arrastões, que acometeram parte do Rio, por exemplo.
Começam então pronunciamento descabidos e desencontrados de autoridades públicas, que inclusive demonstram falta de coordenação nas políticas públicas e sobretudo de gestão de grandes conflitos, que por força também de um desrespeito do homem a mãe natureza, vão ocorrer com mais freqüência.
Mais uma vez mais,ganhamos as manchetes de vários jornais no mundo, como o New York Times, El País, Clarin, Le Monde, Corriere de la Sera, El Mercurio, onde mostravam uma cidade alagada sem providências ágeis e decorrentes, que pudessem minimizar o estresse que tomou conta da população. Ainda bem que, no caso do Rio, a população atendeu ao chamado do Prefeito Eduardo Paes e permaneceu em casa. Será que alguém calcula os danos causados a imagem institucional do Rio? Será que algum órgão oficial já preparou alguma ação de relações públicas em tais países emissores? Como foram orientadas nossas representações no exterior a responder sobre tais fatos, se é que o fizeram ou mais uma vez se omitiram. Vejo, no caso da cidade maravilhosa e de Brasília, como embaixadores e cônsules estrangeiros enviam constantemente esclarecimentos aos jornais.
O Turismo mais uma vez voltará a sofrer. Um grupo de turistas italianos ficou preso no túnel Rebouças durante a chuva e numa situação dramática, em função de um possível arrastão, seguiu a pé pelo túnel, gritando de pavor. Um casal de norte-americanos que viajava num ônibus no metro, onde chovia e dois passageiros usavam guarda-chuva fotogravam e enviavam fotos para amigos e jornais naquele país. São danos irreparáveis, que apontam para o despreparo da cidade, para grandes eventos que se aproximam, caso tenhamos novos problemas climáticos.
Sentimos, infelizmente, uma impotência muito grande, vendo o novo pólo gastronômico de Vargem Grande inundado, com o Rio Morto transformado numa verdadeira piscina a céu aberto com lixo boiando, a lagoa transbordando fazendo a ciclovia desaparecer, para citar apenas alguns exemplos. Volto a perguntar quando as autoridades vão agir efetivamente retirando as pessoas das áreas de risco e pensando a cidade sustentável, levando em conta o código da cidade?
Não queremos culpar ninguém pois não adianta nada mas precisamos de políticos corajosos que tenham a ousadia de mudar a realidade em currais eleitorais, como a Rocinha, onde a situação do Laboriaux foge ao controle dos moradores. Será que ainda vamos encontrar gestores prontos para mudar a situação, identificar os problemas e inibir novas mortes, em acidentes já anunciados? Como podemos ajudar os grandes conflitos internacionais e acidentes em outros locais, se não conseguimos nem sequer retirar as pessoas de nossos escombros?
Será que finalmente,após mais um trágico acidente, vamos mudar os rumos da administração ou, por força das próximas eleições, ficaremos ainda perplexos, transferiremos verbas emergenciais e tudo voltará ao normal dentro de semanas? Ficam nossas reflexões...

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, autor de 18 livros, preside o site Bayard Boiteux e coordena os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade. (www.bayardboiteux.pro.br)

miercuri, 17 martie 2010

O Rio,os royalties e o Turismo

A tramitação de um projeto de lei numa câmara legislativa não é automática. Pode sofrer mudanças através das emendas e pode inclusive não ser votado com tanta pressa. No entanto, uma das condições é que haja realmente uma independência entre os poderes e sobretudo que os deputados fiquem atentos a todas as matérias, inclusive o Executivo, com a tropa de choque que possui no legislativo. Tais considerações iniciais nos levam a uma questão: como o projeto de lei do deputado Ibsen conseguiu ser aprovado, sem que no momento da votação, houvesse a grande gritaria que ocorre para tentar fazer com que o Senado ajude, de forma constitucional e dentro do pacto federativo, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo? Inclusive, um deputado da bancada do Rio votou a favor da perda dos 7 bilhões de reais para nosso Estado, caso tal diploma legal entre em vigor. Precisamos verificar de forma individual como se comportaram nossos representantes em Brasília, até para que possamos melhor manter ou mudar nosso voto, nas eleições de 15 de outubro.
Sabemos que os royalties fizeram verdadeiras revoluções urbanísticas e de padrão de vida, no Estado do Rio, como por exemplo em Macaé, para citar apenas um exemplo. Parte do orçamento hoje de diversas prefeituras e inclusive do governo do Estado partem do pressuposto que haverá repasses integrais em função dos royalties. Algumas cidades estão mudando toda a sua infraestrutura e melhorando as condições da população anfitriã. Entre outros programas,que estão ameaçados, uma menção fundamental são os Jogos Olímpicos de 2016, já que não existem recursos suficientes para as obras e o programa de revitalização das lagoas e praias do Rio também pode parar.
Ficamos estarrecidos com a falta de responsabilidade daqueles que legislam e ainda querem oferecer compensações, com o dinheiro do governo federal. Dentro de cada morador fluminense nasce um grito sufocado, que pede justiça e que em nome da Lei Máxima, grita pela sobrevivência dos Estados e conclama a população,junto com o legislativo e executivo a gritarem nas ruas, como no movimento das diretas, que é preciso pressionar e muito aqueles que poderão em alguns dias mudar os rumos das conquistas importantes dos dois eventos esportivos.
O trade turístico precisa mostrar sua força, já que depende para sobreviver de suas empresas e a ocupação de hotéis e aumento de fluxos turísticos está intimamente ligada aos grandes eventos que se aproximam e que segundo fontes federais, farão com, que nosso país chegue a quase 8 milhões de turistas internacionais em 2016. Vamos diariamente mostrar que o sistema turístico brasileiro é forte, coerente e unido. A união tem sido nossa mola mestre para as grandes crises que assolam o turismo e ameaçam a sobrevivência daqueles que nele labutam e acreditam que o mesmo é capaz de trazer esperanças, para uma população tão sofrida.
Vamos para as ruas, vamos criar um grande movimento em defesa do Rio, com todos os interessados e que vai sem dúvida alguma deixar claro que ainda temos um espírito revolucionário.

Bayard Do Coutto Boiteux é coordenador do curso de Turismo da UniverCidade e autor do livro Legislação de Turismo, editado pela Campus. (www.bayardboiteux.pro.br)

vineri, 19 februarie 2010

Pesquisa Carnaval 2010

Perfil do turista estrangeiro que visita o Rio no Carnaval ‐ 2010

Os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, o Site Consultoria em Turismo Bayard Boiteux, a Fundação Cesgranrio com o apoio da Planet Work realizaram de 14 a 17 de fevereiro de 2010, uma pesquisa com 1000 turistas estrangeiros, que estavam no Rio, para o carnaval nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra, Flamengo, Glória, Catete, Centro e Santa Teresa.
A pesquisa foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner,
respectivamente presidente e diretor do Ipetur, o Instituto de Pesquisas e estudos do Turismo da UniverCidade, que auditou a pesquisa. Os turistas foram entrevistados por 60 (sessenta) alunos dos cursos de Turismo e hotelaria da UniverCidade. A margem de erro é de 3%.

Seguem os resultados da pesquisa:
Sexo: 53% masculino / 47% feminino
Nível de Escolaridade: 10% Fundamental / 35% Ensino médio / 55% ensino superior
Meio de Transporte: 67% aéreo / 28% marítimo /5% terrestre
Forma de hospedagem: 70% hotéis / 16% apartamentos de temporada / 8% casa de amigos / 6% hospedagem domiciliar
Países de origem: 21%Estados Unidos / 17% França / 14% Alemanha / 11% Itália / 10% Portugal / 8% Argentina / 7% Japão / 5% Chile / 4% Canadá / 2% Uruguai / 1% México
Gasto Médio: de USD 60/USD 80‐15% / de USD 81/USD 120‐28% / de USD 121/USD 180‐44% / mais de USD 180 USD‐13%
Pontos Negativos: 29% sujeira / 23% segurança / 18% informação turística / 12% sinalização turística / 9% ingressos do sambódromo / 7% metro / 2% taxis
Pontos Positivos: 32% eventos carnavalescos nas ruas (blocos) / 24% população anfitriã / 19% prestação de serviço / 13% diversidade cultural / 8% natureza exuberante / 4% transporte urbano
Desfiles no sambódromo: 60% esteve no sambódromo / 40% não esteve
Avaliação dos desfiles no sambódromo: 75% excelente / 14% Muito bom / 7% bom / 4% ruim
Faixa Etária: 18/25 anos ‐ 18% / 26/40 anos ‐ 39% / 40/55 anos ‐ 27% / 56/70 anos ‐ 11% / Mais de 70 anos ‐ 5%
Avaliação da Segurança em áreas turísticas: excelente ‐ 10% / muito boa ‐ 14% / Boa ‐ 28% / ruim ‐ 37% / muito ruim ‐11%
Atrativos Turísticos mais visitados: Pão de Açucar ‐ 35% / Praias - 26% / Corcovado - 22% / Jardim Botânico ‐ 12% / Atrativos culturais ‐ 5%
Frequencia da Viagem: 75% vieram ao Rio pela primeira vez / 14% vieram ao Rio pelo menos 2 vezes / 11% já veio ao Rio mais de 3 vezes
Satisfação: 87% pretendem voltar ao Rio / 13% não pretendem
Outras Cidades Visitadas: Paraty ‐ 27% / Buzios - 18% / Petropolis - 13% / Salvador - 10% / Niterói - 8% / Recife - 6% / Porto de Galinhas - 4% / Foz do Iguaçu - 9% / Manaus - 5%
Forma de organização da viagem: 68% viaja por conta própria / 32% através de uma agência
Modo de viajar: 45% viaja com amigos / 35% viaja com a família / 20% viaja sozinho
Permanência média: 1/3 dias - 10% / 4/7 dias - 70% / Mais de 8 dias - 20%

Segundo o Prof Bayard Boiteux, a cidade recebeu durante o Carnaval 700 000 turistas, sendo que 40% dos mesmos eram estrangeiros. Ele ressalta que tal fluxo representa aproximadamente uma receita de 540 milhões de dólares. Disse que o Carnaval de rua - leia-se blocos - tem hoje um apelo muito grande nos estrangeiros, que cada vez mais viajam por conta própria e deixou claro que houve uma melhoria no aspecto qualitativo dos consumidores.

luni, 15 februarie 2010

O Rio, o Turismo e o Carnaval

Ao falarmos em Carnaval no Rio de Janeiro,devemos vislumbrar dois momentos: antes e depois do Sambódromo. A obra arquitetônica do gênio Oscar Niemeyer permitiu uma revolução no Carnaval carioca. Era o primeiro carnaval do governo Brizola, já que o prefeito ainda era indicado por ele e várias polêmicas surgiram: desde a divisão dos desfiles em dois dias até a conclusão da obra em tempo para o evento. A nova era dos desfiles trouxe pontos positivos, como uma estrutura pronta anualmente para as apresentações carnavalescas, que depois foi copiada em vários estados como São Paulo e Amazonas, por exemplo mas tornou o espetáculo mais frio e cada vez mais distante do conceito inicial de desfile das escolas de samba. Hoje, o luxo e os gastos são tão elevados, que demandam grandes patrocinadores e verbas governamentais, que acabam inibindo a criatividade e fazendo apologia daqueles que de alguma forma ajudam. É um Carnaval diferente, dos camarotes das cervejarias mas com muito menos glamour e personalidades estrangeiras, haja vista que Madonna em fase de aposentadoria passou a ser o grande chamariz do atual Carnaval.
No entanto, com início na gestão do ex prefeito Cesar Maia, o Carnaval de rua tem se fortalecido e em 2010, foram mais de trezentos e cinqüentas blocos em toda a cidade, gerando uma alegria e uma animação, nunca vistas antes. O problema foram os “mijões” e “mijonas”, que sem a menor vergonha continuaram urinando em todos os cantos da cidade, já que infelizmente não havia a presença efetiva do poder público para inibir tais atos obscenos. Alías, o Carnaval tem se mostrado a cada ano, uma festa que começa a sentir o gosto popular das antigas marchinhas e os grandes bailes são revigorados, como o do Copacabana Palace.

A cidade maravilhosa foi invadida por turistas estrangeiros e nacionais.
A ocupação hoteleira chegou perto de 92% em vários bairros da cidade e na pesquisa realizada pela Planet Work durante o evento, ficou claro que a maior parte dos turistas é oriunda da Europa e EUA, e no Brasil de São Paulo, Minas, Espírito Santo e Sul do país mas que continuam as reclamações quanto a presença reduzida de policiais e guardas municipais nos bairros turísticos, a sujeira da cidade, a falta de informação turística e o caos do metro, que sempre era considerado exemplar. Os resultados finais serão conhecidos durante a semana mas os primeiros resultados nos apontam para políticas efetivas de apoio ao turismo e não marketing eleitoreiro em camarotes oficiais e intervenções pseudo-turisticas, para causar impactos na imprensa e factóides.
O Carnaval é o segundo evento mais importante da cidade, depois do Réveillon, está sendo revigorado mas a cidade precisa olhar melhor para os que nos visitam. Um olhar mais comprometido, já que no Carnaval mais de 65% dos turistas vieram por conta própria e sentiram mais uma vez a precariedade do Rio, para o novo consumidor turístico. Esperamos que 2010 não seja um ano de batalhas políticas mas de análise pontual do novo turismo que devemos implantar, da nova realidade experimental que nossos consumidores buscam e não pensar que as belezas naturais e alegria da população são suficientes.
O Rio, o carnaval e o turismo andam juntos mas ainda dissociados de uma realidade necessária para uma cidade melhor, em que o turismo possa ser uma ferramenta de mudança e melhoria de vida da população anfitriã e não apenas uma alegria desenfreada, que acaba na quarta-feira de cinzas....

Bayard Do Coutto Boiteux é presidente do Site Consultoria em Turismo e coordenador de Turismo da UNIVERCIDADE (www.bayardboiteux.pro.br)

luni, 11 ianuarie 2010

Angra dos Reis e o Turismo

As recentes pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade demonstram que Angra dos Reis vem se tornando um dos destinos preferidos pelos turistas estrangeiros que nos visitam. A Turisangra é hoje administrada de forma profissional e tem se preocupado com o desenvolvimento turístico do município,embora tenha que aprofundar os mecanismos de capacidade de carga da ilha Grande.
No entanto, fomos surpreendidos por mais um descuido do poder publico, aliado a falta de opção de moradia das populações, por dois acidentes durante o período de réveillon: de uma comunidade no centro de Angra, que veio abaixo e de uma pousada na Ilha grande, que ficou parcialmente soterrada. É lamentável mais uma vez que só quando acidentes que vitimam inocentes acontecem, os dirigentes vão para os jornais, televisão trazer solidariedade (às vezes tardia...) e mencionar obras, que já deveriam ter sido executadas nos últimos vinte anos. Os recursos inclusive para evitar tais acidentes não foram devidamente liberados pelo governo federal, alegando falta de projetos necessários para tal fim. O Estado do Rio, por exemplo, tem hoje 60% de áreas que podem originar novos acidentes, sem nenhuma política específica para preveni-los.
Estamos estarrecidos, inclusive pelas orientações que haviam sido dadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio e que não foram acatadas. O Brasil precisa não só criar diplomas legais para preservação do meio ambiente, o que tem feito muito bem mas é preciso fiscalizar. Talvez, a grande omissão seja efetivamente de um conjunto de recursos humanos, qualificados, que possam inclusive orientar as populações. Não adianta ir para a televisão, dizer que não podem demolir construções irregulares pois ali moram famílias que não tem para onde ir. Está justamente no discurso assistencialista e politiqueiro, a proliferação de construções irregulares, mormente em áreas de risco mas também em algumas mansões da zona sul do Rio, nas encostas e nas ilhas angrenses. A ocupação desordenada do solo urbano é a principal causa dos deslizamentos e quiçá, seja vital uma lei de responsabilidade ambiental, com sanções.
Os recentes acontecimentos ganharam manchetes internacionais: Tsunami no Rio, chuvas abalam réveillon em cidade do Rio, construções irregulares causam mortes durante réveillon, turistas são soterrados em paraíso natural, para citar apenas algumas. Tal divulgação já se faz sentir na baixa ocupação dos hotéis naquela região, em plena alta estação, inclusive com vários cancelamentos e muitas consultas sobre a segurança. Por outro lado, no Brasil, que é o maior mercado emissor para Angra(turismo doméstico) os veículos de comunicação divulgaram durante 13 dias, com várias chamadas, os tristes acontecimentos, as perdas fatais e os enterros. Tal relato é para mostrar a necessidade de uma campanha institucional por parte do governo estadual e federal, para fortalecimento da imagem de Angra e sobretudo esclarecimentos para turistas em potencial. Ao mesmo tempo,que agora se buscam soluções para os acidentes fatais,não podemos esquecer o turismo,que ajuda na sobrevivência do município, sobretudo da Ilha Grande, que vive quase exclusivamente de atividade turística e hoteleira.
Nossa preocupação é que novos acidentes fatais ocorram nos próximos meses, por força das chuvas que se anunciam. Assim, a população tem que se envolver como o fez para a segurança e até as diretas já, para salvar o pouco que nos resta, pelo descaso do poder publico, da iniciativa privada que insiste em construir pousadas e hotéis em áreas de proteção ambiental e ainda lutar pela ocupação ordenada de tais paraísos da humanidade.
Os destinos da Costa Verde devem se associar como produtos integrados neste momento de crise e talvez buscar um novo conceito de promoção e esclarecimentos, no formato de um gabinete emergencial de promoção. Cada vez que formos vítimas de um acidente natural, oriundo da ocupação irregular e incluir nos planos de marketing hoje existentes, ações rápidas de relações públicas nos mercados emissores... É assim que os destinos turísticos agem e o Brasil e o Estado do Rio precisam copiar e sobretudo investir...
Bayard Do Coutto Boiteux é coordenador geral dos cursos de Turismo e hotelaria da UniverCidade e preside o site Consultoria em Turismo-Bayard Boiteux (www.bayardboiteux.pro.br)

miercuri, 30 decembrie 2009

Planet Work, Cesgranrio e UniverCidade fazem a última pesquisa de 2009

A Planet Work e a Fundação Cesgranrio realizaram 2 pesquisas de 01 a 25 de dezembro de 2009, com 800 turistas estrangeiros e 1000 turistas brasileiros, para avaliar o perfil de tais turistas, no mês de dezembro. A pesquisa contou com o apoio de 50 alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, que estiveram presentes em Copacabana, Flamengo, Catete, Santa Teresa, Barra, Ipanema, Leblon, São Conrado e centro. A pesquisa foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner e foi auditada pelo Ipetur - o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade, única instituição de ensino no Brasil, auditada e certificada pela OMT - a Organização Mundial do Turismo, agência especializada em Turismo da ONU, com sede em Madrid.
Com as referidas enquetes, os professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner concluem a série de estudos que fizeram em 2009, mais de 50, para medir e avaliar a importância do Turismo na cidade do Rio de Janeiro. Em função deste último estudo, foi feita também uma previsão para a alta estação carioca, que vai até março de 2010.

Seguem os resultados das pesquisas:

Perfil do Turista brasileiro
Sexo: 40% mulher / 60% homem
Grau de escolaridade: 20% ensino fundamental /45% ensino médio /35% ensino superior
Idade: 18/25 anos-30% / 26/42-28% / 43/60-36% / Mais de 61-6%
Faixa salarial: 1/3 SM-20% / 4/8 SM-30% / 9/14 SM-20% / 15/20 SM-15% / Mais de 21 SM-15%
Forma de hospedagem: 57% Hotel / 25% Aluguel de apartamentos / 15% casa de amigos / 3% hospedagem domiciliar
Forma de organização da viagem: 75% viaja por conta própria / 25% viaja através de agência
Principais mercados emissores: São Paulo-29% / Minas Gerais-26% / Rio Grande do Sul-13% / Espírito Santo-11% / Paraná-9% / Pernambuco-6% / Ceara-4% / Alagoas-2%
Principais atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-31% / Corcovado-23% / Maracanã-18% / Floresta da Tijuca-16% / Praias-12%
Meio de transporte utilizado: Rodoviário-55% / Aéreo-40% / Outros-5%
Pontos Negativos: 35% mendicância / 30% segurança / 25% transporte público / 15% informação turística
Pontos Positivos: 40% o carioca / 25% limpeza / 20% os shoppings / 10% gastronomia / 5% a prestação de serviço
Permanência média: 1/3 dias-15% / 4/7 dias-65% / Mais de 8 dias-20%
Gasto médio na cidade por dia: Até RS 120,00-30% / De RS 130,00/RS 200,00-45% / De 210,00 a RS 300,00-15% / Mais de RS 310,00 10%
Outras Cidades visitadas no Estado: Angra-30% 7 Paraty-20% / Búzios-18% / Itatiaia-15% / Petrópolis-10% / Nova Friburgo-5% / Niterói-2%
Grau de satisfação: 95% retornaria ao Rio / 5% não retornaria
Freqüência de visita ao Rio: Primeira vez-66% / 2/3 vezes-23% / 4/6 vezes-9% 7 Mais de 7 vezes-2%

Perfil do Turista estrangeiro
Forma de organização da viagem: 60% por conta própria / 40% através de agência
Forma de hospedagem: 70% hotel / 20% aluguel de apartamentos / 6% casa de amigos / 4% hospedagem domiciliar
Meio de transporte: 70% aéreo / 25% marítimo / 5% rodoviário
Procedência dos turistas: 25% norte-americanos / 14% franceses / 13% portugueses / 10% alemães / 9% italianos / 8% ingleses / 7% argentinos / 5% chilenos / 4% japoneses / 2% mexicanos / 2% australianos / 1% uruguaios
Outras cidades visitadas no Rio: 35% Paraty / 30% Búzios / 15% Petrópolis / 10% Niterói / 8% Angra dos Reis / 2% Cabo Frio
Gasto médio: 80/120 USD-42% / 130/200-35% / 210/280-20% / Mais de 290-3%
Grau de satisfação: 86% retornaria ao Rio / 14% não retornaria
Pontos Negativos: 25% mendicância / 23% informação turística / 17% sinalização turística / 14% segurança / 12% taxis / 9% limpeza
Pontos Positivos: 26% população anfitriã / 21% policiamento nas áreas turísticas / 18% ordenamento das praias / 13%organização das praias / 11% gastronomia / 8% metro / 3% atrativos culturais
Nível de escolaridade: 25% Ensino fundamental / 55% Ensino médio / 20% ensino superior
Faixa etária: 18/25 anos-25% / 26/42 anos-23% / 43/60-35% / Mais de 61-17%
Sexo: 55% mulheres / 45% homens
Freqüência da visita: Primeira vez-80% / 2/3 vezes-15% / Mais de 4 vezes-5%
Atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-33% / Corcovado-22% / Jardim Botânico-17% / Floresta da Tijuca-15% / Passarela do Samba-11% / Cidade do Samba-2%
Permanência média: 1/3 dias-22% / 4/7 dias-67% / Mais de 8 dias -11%

Previsões para a alta temporada dos Professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, respectivamente presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade e presidente da PlanetWork:
1) Haverá um acréscimo de 15 % de turistas estrangeiros e 25% de turistas domésticos na alta estação.
2) A ocupação hoteleira será de 80% em média, sendo 45% de turistas nacionais e 35% de internacionais.
3) A Europa continua sendo o maior mercado emissor para o Brasil e precisa ser melhor trabalhada. As ações de promoção do Rio são pontuais.
4) Cada vez mais, teremos um turista por conta própria. A cidade tem que se adequar urgentemente, sobretudo com sinalização turística e maior número de centros de informação turística. O ideal seria utilizar as estações de metro como informação turística.
5) O Réveillon receberá 635 mil turistas, dos quais 65% nacionais e 35% estrangeiros.
6) Deverão passar pelo Rio 2,5 milhões de turistas de dezembro a março de 2010.

miercuri, 16 decembrie 2009

Quem é o turista português que visita o Rio?

Os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, com o apoio da Fundação Cesgranrio e da Planet Work realizaram de 12 de Novembro a 11 de Dezembro de 2009, uma pesquisa com 600 turistas portugueses, para obter o perfil daquele consumidor. A pesquisa foi coordenada pelo professores Bayard Boiteux e Maurício Werner e contou com a participação de 40 alunos dos referidos cursos. A pesquisa foi auditada e certificada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo e da Hotelaria da UniverCidade e a margem de erro é 3,4%.
Para Bayard Boiteux, diretor dos cursos de turismo e hotelaria da UniverCidade, Portugal é hoje o principal mercado emissor europeu para o Rio e para o Brasil e deve ser tratado com prioridade. Ele salienta que o Brasil e o Rio devem muito a TAP, que conseguiu aumentar o fluxo de turistas com o maior número de vôos para o Brasil, de uma companhia estrangeira e sobretudo nos socorrer no momento da crise da Varig. Teremos uma dívida eterna com a TAP, e temos que agradecer a gestão dos engenheiros Fernando Pinto e Luiz Mor.
Abaixo,elencamos os resultados da pesquisa,que deverá servir como um indicador para as ações promocionais em Portugal, afirma Mauricio Werner,diretor da Planet Work, que enfatiza que a presença do Brasil na BTL, em Lisboa, tem que ser mais expressiva.

Gênero: 52% homens / 48% mulheres
Grau de instrução: 25% nível fundamental / 35% nível médio / 40% nível superior
Idade: de 18 a 25 anos – 23% / de 26 a 35 anos – 32% / de 36 a 48 anos – 18% / de 49 a 60 anos – 16% / mais de 61 – 11%
Pontos positivos: 40% Praias / 30% População amistosa /20% Preços / 10% Prestação de serviços
Pontos negativos: 35% Segurança / 30% Táxis / 20% Mendicância / 10% Informação Turística / 5% limpeza
Freqüência da visita ao Rio: 40% vieram ao Rio pela primeira vez / 35% já vieram ao Rio pelo menos uma vez / 20% já vieram ao Rio mais de duas vezes / 5% já vieram mais de três vezes
Intenção de voltar ao Rio: Pretendem voltar – 90% / Não voltariam – 110%
Permanência média no Rio: 2 a 4 dias – 40% / 5 a 7 dias – 30% / Mais de 7 dias – 30%
Atrativo turístico que mais atraiu no Rio de Janeiro: 50% Corcovado / 30% Pão de Açúcar / 20% Praias
Organização da viagem: 70% Por conta própria / 30% Através de agências de viagens
Transporte utilizado para chegar ao Rio: 100% Aéreo
Hábito de viajar: Com a família – 45% / Com amigos – 40% / Sozinho – 15%
Procedência dos Turistas: 45% Norte de Portugal / 35% Sul de Portugal / 20% Outras regiões de Portugal
Forma de hospedagem: 45% Hotéis / 30% Casa de familiares/amigos / 20% Aluguel de apartamentos / 5% Hospedagem domiciliar
Gasto médio por dia (em USD): 80 a 120 – 35% / 130 a 190 – 40% / 200 a 250 – 20% / Mais de 250 – 5%
Outras cidades visitadas durante a permanência no Brasil: 30% Búzios / 25% Porto de Galinhas / 20% Niterói / 15% Petrópolis / 10% Paraty / 5% Salvador
Portão de entrada no Brasil: 70% Rio de Janeiro / 20% Recife / 10% Salvador

luni, 2 noiembrie 2009

Impactos do Turismo gls na cidade do Rio

ESTUDO SOBRE OS IMPACTOS DO TURISMO RECEPTIVO GLS NA CIDADE DO RIO

Estudo preliminar feito pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, da UNIVERCIDADE e Planet Work, com apoio da Fundação Cesgranrio, nos meses de julho, agosto e setembro, revela:
1) 25% dos 3 milhões de turistas internacionais, que visitam o Rio anualmente, pertencem ao segmento GLS.
2) Eles ficam, em média, 5 (cinco) dias na cidade do Rio de Janeiro e gastam USD 140 (cento e quarenta dólares) por dia, ou seja, o dobro de um turista convencional.
3) 65% viajam sozinhos e 35% viajam acompanhados.
4) 80% se hospedam em hotéis 4/5 estrelas; 10% alugam apartamento e 10% se hospedam em albergues.
5) Os atrativos turísticos preferidos são o bairro de Ipanema, a Lapa, a Floresta da Tijuca, o Corcovado, o Pão de Açúcar, a discoteca Le BOY e o Jardim Botânico.
6) As maiores queixas são: falta de informação turística GLS da Cidade, limpeza, sinalização turística e segurança.
7) Os principais pontos positivos são: as belezas naturais da cidade, população não preconceituosa, gastronomia, prestação de serviços e beleza dos nativos.
8) 75% são homens e 25% são mulheres.
9) 80% viajam por conta própria e 20%, através de agência de viagens.
10) Principais mercados emissores: Europa - 45%; América do Norte - 25%; América do Sul - 15%; Ásia - 10%; Outros - 5%
11) 50% tem entre 20 e 35 anos; 30% entre 36 e 51 anos; 20% tem mais de 52 anos.
12) Escolaridade: 65% tem curso superior; 30% - curso médio; 5% - ensino fundamental
13) Grau de satisfação: 80% gostaram da cidade; 20% não gostaram
14) Frequencia das viagens: 40% vieram ao Rio pela primeira vez; 28% já veio pelo menos 1 vez;
20% já veio pelo menos 2 vezes; 12% já veio pelo menos 3 vezes;

O estudo acima se baseou em pesquisas anteriores da UNIVERCIDADE sobre o segmento e pesquisa feita com 700 turistas de 02 de julho a 20 de agosto de 2009.

luni, 5 octombrie 2009

Planet Work e Cesgranrio promovem Forum de Turismo

A cidade do Rio de Janeiro sedia no próximo dia 16 de outubro, das 08h30 min às 17h30 min, no auditório da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (Avenida General Justo, 307), o IV Forum Planet Work/Cesgranrio deTurismo. O evento que conta com o apoio da American Airlines, Trem do Corcovado, Caminho aéreo Pão de Açúcar, EF-cursos e intercâmbio, UniverCidade entre outros tem como objetivo apresentar os novos paradigmas do turismo.
Entre os temas, Globalização e multiculturalismo, a indústria dos parques temáticos no Brasil e no mundo, os cases Webjet e Azul, o turismo e o governo Lula, a força do turismo religioso no Brasil e no exterior, o impacto da liderança no mundo corporativo, que serão abordados pelo presidente da Webjet, Wagner Ferreira, o ministro do turismo, Luiz Barreto, o presidente da Adibra, Juan Espeche, Pedro Janot, presidente da Azul, Claudia Mendes consultora da EF, Jarbas Mattos dos Correios e Edin Sued da Puc-SP.
O investimento para participação no evento é de Rs 50,00 (cinquenta reais) para estudantes e Rs 100,00 (cem reais) para profissionais.
Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail forumdeturismo@planetworkrio.com.br, pelo tel/fax 21 24565700 ou pelo skype planet.work

vineri, 2 octombrie 2009

Sou Rio

Pela primeira vez na história das Olímpiadas, uma cidade sul-americana vai sediá-las. Tal fato aumenta a responsabilidade das autoridades que estarão no poder em 2016, para que o evento possa representar um compromisso do Brasil com a competitividade, a prestação de serviço e sobretudo a prática desportiva.
Devemos, em primeiro lugar agradecer a nossa população, que mostrou o seu comprometimento e envolvimento na captação do evento, durante a visita das comissões do COI e na forma com que torceu até o último momento, por nossa candidatura. A presença do rei Juan Carlos e do presidente Obama são exemplos de como o lobby para sediar o evento era grande.
Nossa apresentação foi perfeita: desde o presidente Lula, que foi muito feliz em seu discurso, destacando o legado dos jogos para o país, que é uma das condições essenciais na escolha mas também nas apresentações do governador, do prefeito, do Nuzman e de nossos atletas, com a presença de nosso maior garoto propaganda, que é o Pelé.
Foi fundamental a junção dos três poderes municipal, estadual e federal na feitura do projeto que possibilitou nossa vitória. Vê-se que quando há vontade política, as coisas acontecem em nosso país. Deveríamos transferir para outras áreas como a educação e a saúde, tal empogação, para minimizar os problemas que os mais desfavorecidos vivenciam, sem falar na segurança.
Nossa lição de casa é começar amanhã mesmo a cuidar da cidade maravilhosa, fazendo com que a população carioca entenda a importância econômica do turismo, já que recente pesquisa da UniverCidade e Planet Work mostraram a falta de percepção dos cariocas sobre a possibilidade econômica do turismo mudar suas vidas. Precisamos resolver o problema do trânsito caótico, que se agrava diariamente e que só será resolvido com um metro que sirva a cidade, como um todo, integrado ao sistema de trens e ônibus. Vamos aproveitar a presença de tantos consulados na cidade e fazer um grande evento internacional, com experiências bem sucedidas em outros países, para buscarmos soluções mais rápidas.
É fundamental que a cidade não sofra descontinuidade administrativa na preparação do evento, razão pela qual sugiro criar uma comissão com a presença do poder público e iniciativa privada que possa acompanhar todos os trabalhos e sobretudo exigir o cumprimento de prazos. Estamos nos tornando o grande centro de esportes do mundo, com os jogos panamericanos, os jogos militares, a copa do mundo e agora as Olímpiadas.
Estamos felizes hoje e esperamos que esta felicidade não seja apenas do dia da vitória mas que se faça presente em nossas vidas, diariamente até 2016. O Rio merece ser tratado de forma digna e sobretudo os que aqui moram.....
Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, consultor e preside o Instituto de Estudos e Pesquisas do Turismo da UniverCidade.

joi, 10 septembrie 2009

Norte-americano reclama de segurança e visto

Pesquisa realizada com 400 turistas norte-americanos de 01 de agosto a 02 de setembro, coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner da UniverCidade, revela:

Principais reclamações:
35% segurança / 25% emissao de visto brasileiro (primeira vez que aparece tal reclamação) / 20% população de rua / 10% limpeza da cidade /5% sinalização turística / 5% gripe suína

Pontos positivos:
40% prestação de serviço / 30% natureza exuberante / 25% população hospitaleira / 5% gastronomia

Gênero: 55% mulheres / 45% homens

Forma de hospedagem:
75% hotéis / 15% albergues / 10% aluguel de apartamento

Organização da viagem:
65% através de agência / 35%$ por conta própria

Permanência da cidade:
1/3 dias 25% / 4/6 dias 65% / mais de 6 dias 10%

Locais mais visitados:
Pão de Açúcar 40% / Corcovado 30% / Jardim Botânico 20% / Centro histórico 10%

Grau de satisfação:
85% pretendem voltar a cidade / 15% não pretendem

Frequência de visitas:
75% vieram ao Rio pela primeira vez / 15% já vieram pelo menos 1 vez / 10% já vieram pelo menos 2 vezes

Gasto em USD:
60/90 25% / 100/150 60% / 160/250 10% / mais de 260 5%

Escolaridade:
Nível superior 40% / Nível Médio 48% / Nível fundamental 12%

A pesquisa contou com o apoio da Fundação Cesgranrio e da Planet Work e foi auditada pelo Ipetur - Instituto de Pesquisas e estudos do Turismo da UniverCidade. A margem de erro é de 3,5%

sâmbătă, 5 septembrie 2009

Rio, você vai conseguir...

A cidade do Rio de Janeiro vive um momento de lua de mel, na integração dos poderes municipal, estadual e federal. Tal união tem tido reflexos positivos no repasse de recursos e na administração da cidade maravilhosa. Sentimos que a situação é tão boa que o Prefeito Eduardo Paes poderia ser um secretario de Cabral ou um ministro do Lula. Parece que o Brasil entendeu finalmente a importância do Rio e como a percepção positiva de nossa cidade no exterior ajuda a fixação de um olhar positivo sobre o maior destino turístico da America do Sul.
Considerada uma das cidades mais felizes do mundo e candidata a sediar os Jogos Olímpicos e a maior destino gay do mundo, estamos mostrando que a diversidade e a emoção de nossa população hospitaleira, reconhecida em pesquisas e estudos deve ser o grande diferencial competitivo, que o trade turístico e as autoridades devem mostrar ao mundo.
O turismo é uma atividade que pressupõe respeito mútuo, flexibilidade mas sobretudo entendimento de que a cultura local e seus moradores fazem parte de um processo de gestão participativa e sobretudo de visão estratégica da busca de novas opções. Projetos como a hospedagem domiciliar em Santa Tereza ou ainda os tours não convencionais ao Maracanã,bailes funks ou favelas demonstram um novo approach na oferta local. O receptivo passa hoje por uma situação pontual de redução de fluxos,pela valorização do real,que aumentou os preços finais do produto.
Sentimos que estamos sendo invadidos devagar por um sentimento de mudança, que havia começado com o Sambódromo, a Cidade do Samba, a Cidade da Música e agora um museu em plena Avenida Atlântica, uma nova área de lazer na Avenida Rio Branco e mudanças na operação do Carnaval, que foi resgatado na gestão do Cesar Maia e no Réveillon, hoje o maior evento carioca.
Apesar de toda a alegria e os bons ventos que parecem soprar na cidade, que espero sinceramente que não sejam pontuais e eleitoreiros, faz-se necessário uma contínua busca de soluções para nossos principais problemas, sobretudo aqueles apontados pelo COI, Comitê Olímpico Internacional, que podem ser uma solução definitiva para algumas mazelas da cidade. Nosso trânsito caótico pode ser minimizado com um desenvolvimento mais rápido do metro e melhoria das condições do transporte ferroviário. A construção de novos empreendimentos imobiliários na Barra, Autódromo e Riocentro está criando e valorizando uma área vital da cidade mas que não pode ser sufocada por falta de infraestrutura adequada de transporte.
Por outro lado, a questão da violência urbana demanda efetivos investimentos no batalhão de policiamento das áreas turísticas e na delegacia especializada em atendimento ao turista. Precisam ser instrumentos efetivos de colaboração turística, com pessoal bilíngüe, devidamente qualificado e sobretudo bem remunerado
Sse o turismo é vital para o Rio, a gestão da atividade tem que também estar concentrada numa secretaria voltada exclusivamente para o turismo,com interação com as demais. Lembro na gestão de Roberto Gherardi na Turis-Rio, a criação de um conselho que envolvia todas as secretarias de estado nas discussões e políticas de turismo do Rio. Bons exemplos devem ser mantidos e fortalecidos. Os órgãos de turismo e a cidade não pertencem a nenhuma autoridade, que embora eleita pelo voto direto, a governa durante período estabelecido. Sentimos, infelizmente ainda em 2009, uma falta de comprometimento com a continuidade de políticas públicas, que às vezes mudam de nome e modus operandi, após alguns meses de governo, para satisfazer o ego de alguns.
A capacidade hoteleira da cidade não me parece ser um grande problema. Primamos por uma boa qualidade de serviços e que eventuais grandes eventos, podem ter nos navios uma opção efetiva de alojamento, durante alguns momentos. A industria hoteleira não pode iniciar grandes investimentos sem ter a certeza de que políticas de promoção,venda e melhoria da infraestrutura passarão a fazer parte doravante dos orçamentos de todas as instâncias.
O Plano Rio++, iniciado e construído na gestão do Medina, no turismo carioca, que levou em consideração o maior plano de turismo já desenvolvido no país, o Rio maravilha é o caminho para continuarmos juntos, lutando por um turismo efetivo. A academia tem que ser o braço direito das administrações públicas, sobretudo aquela que se preocupa com pesquisas, laboratórios e a construção de um futuro profissional para o mercado.
O Rio, cidade da felicidade, da diversidade, da cumplicidade, do amor pelo próximo, da crença no amanhã e na gestão empreendedora e moderna é o caminho para nossa sobrevivência. Não vamos comemorar absolutamente nada, antes de definirmos que somos apaixonados e loucos, por investimentos turísticos e em qualidade de vida.
Rio, você merece todos os nossos esforços governamentais e privados mas precisa ter calma e parcimônia, se tiver vontade de evoluir.... E sobretudo respeitar as marcas positivas deixadas por seus antecessores....
Você, Cidade Maravilhosa, abençoada, mostra a força e emoção turística, que tem....

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor e atualmente coordena os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade.

vineri, 24 aprilie 2009

O apartheid carioca: um retrocesso na democracia?

Moro na cidade mais bonita do mundo: ela é um misto de natureza, de população alegre mas não feliz, de herança cultural mas sobretudo da junção do asfalto e da favela.
É talvez um dos poucos lugares do mundo onde condomínios de luxo convivem com comunidades em que o poder publico passou longe ou simplesmente deixou que fossem ocupadas por um poder paralelo, que as amedronta e exige grandes esforços para a sua sobrevivência.
Minha grande luta e espero que pelo menos nisso, tenha podido herdar valores éticos de meu pai, já que infelizmente não tenho a coragem do mesmo, é buscar soluções para uma melhoria de qualidade dos mais desfavorecidos, através do turismo. Sempre entenderei que o turismo faz uma revolução silenciosa de unir pessoas diferentes, de ideologias, religiões e classes sociais. O grande objetivo da atividade turística é destruir os muros que existem nas cabeças das pessoas,que inibem uma verdadeira aceitação do diferente.
Nasci numa época em que ainda as escolas públicas eram freqüentadas pela classe média e que grandes valores saíram do Pedro II, para citar apenas um exemplo. Lembro a convivência pacífica com a casa de cômodos, ao lado de nosso edifício na Tijuca e a admiração pelos colegas que ali moravam, como o filho do padeiro que levava bolos em datas festivas,que nos enchiam de alegria e respeito. Guardo até hoje lembranças que me permitem continuar admirando a força de um povo, que a cada dia descobre uma nova falcatrua nas administrações públicas e privadas mas que se ergue e continua lutando.
O Rio talvez apresente na praia o espaço mais democrático de um país, embora a mesma tenha se dividido por segmentos, como Ipanema mas não por classes sociais.
Acabo de ver pela segunda vez o interessante filme israelense Lemon Tree, que fez brotar em mim várias reflexões da divisão de um limoeiro, que passou a ser tratado como assunto de Estado, por uma visão imparcial do terrorismo mas também pela inexistência de um mundo aberto para o respeito das tradições .
A cidade já é dividida naturalmente: incluídos e excluídos. Os excluídos vivem uma pseudo vida no entorno maravilhoso e lutam para conseguir vencer a crise. Por uma total falta de políticas publicas de habitação e proteção das áreas ambientais, a cidade maravilhosa viu crescer nos últimos anos as favelas e os condomínios de luxo que invadiram o verde e que ameaçam a sustentabilidade. E eis que surge uma idéia governamental de voltar ao feudalismo, ao Muro de Berlim ou mesmo ao Apartheid sul africano, criando em volta das favelas um muro de proteção, para que o proletariado não avance em construções irregulares e se submeta a um choque de ordem, que vai devolver um pouco de paz ao carioca.
Ledo engano e triste realidade, que se cogite que o muro possa trazer algo positivo. Só o simbolismo de segregação que vem embutido no conceito de proteção, torna os excluídos mais uma vez excluídos. É como se já não bastasse o sufoco diário e que passa a ficar contido dentro de um gheto, parecido com aqueles feitos para separar os diferentes.
Lutar contra os muros, que já estão sendo erguidos mas que um dia poderão cair é uma batalha,em que temos que nos empenhar. O Rio turístico não merece ser comparado ao apartheid como vários jornais estrangeiros vem noticiando. O Rio merece respeito, sobretudo aqueles que passam agora a fazer parte do gheto carioca, sob a bandeira da proteção ambiental....

Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário e coordena o curso de Turismo da UniverCidade, no Rio de Janeiro.