joi, 14 ianuarie 2010

"TURIHAB quer um carácter europeu para norma ERS-APCER 3001 TER"

De acordo com uma nota da Jornalista Inês Matos, publicada no Turisver, "A TURIHAB – Associação de Turismo de Habitação quer que a primeira norma portuguesa aprovada para o Turismo em Espaço Rural (TER), a ERS-APCER 3001 TER, ganhe um carácter europeu, anunciou ontem Francisco de Calheiros, presidente da associação, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).
'Conjuntamente com o Turismo de Portugal (TP), queremos que este norma de qualidade para o Turismo em Espaço Rural se torne europeia', avançou o responsável, considerando que a intenção é 'um pioneirismo extremamente interessante para a associação'.
Apesar de necessitar de ir ainda a discussão pública, tudo indica que a nova norma vai mesmo entrar em vigor no território nacional em breve, tendo já valido à associação uma distinção por parte da Associação Portuguesa de Certificação (APCER), que reconheceu o trabalho e empenho da TURIHAB na qualificação do Turismo de Habitação e do TER.
'Fomos distinguidos pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER), ao lado das grandes empresas portuguesas, pela aprovação, em colaboração com o Turismo de Portugal (TP), da primeira norma portuguesa de qualidade para o Turismo de Habitação e em Espaço Rural', explicou Francisco de Calheiros.
'É a primeira norma portuguesa para o turismo em espaço rural, em termos de alojamento. Ainda vai a discussão pública, mas o primeiro passo, que foi a sua aprovação, já foi dado', afirmou o responsável, para quem este 'é um projecto de grande alcance para a consolidação da qualidade da oferta'." (As hiperconexões foram acrescentadas)

miercuri, 13 ianuarie 2010

Balança turística: o saldo entre as receitas do incoming e do outgoing

Sendo o turismo uma das nossas principais actividades económicas, das poucas em que competimos ao nível mundial, surpreende que Portugal detenha o 27º lugar no ranking mundial de receitas do turismo internacional mas veja essa vantagem parcialmente anulada com o 38º lugar no das despesas (turistas portugueses no estrangeiro), uma escassa diferença de 11 lugares.

O turismo foi de grande utilidade para o Regime Republicano, instaurado em 1910 – cujo centenário comemoramos – mercê da realização em Maio de 1911, do IV Congresso Internacional de Turismo, ao criar condições para o reconhecimento internacional de um conjunto de países que se mostravam até então bastante reticentes com a mudança política. Partindo de uma referência favorável de Salazar, na Conta Geral do Estado de 1934-35, que reflecte o desenvolvimento do turismo e o consequente contributo em centenas de milhar de libras anuais, começa-se a atentar na sua importância económica e impacto nas contas públicas.

O entusiasmo do nosso mais duradouro governante republicano contagia e altera a fria linguagem analítica do Banco de Portugal que, no seu Relatório de 1935, refere o turismo como "a grande parcela nova que veio inscrever-se no activo da nossa balança económica. Chegaria aliás na hora própria: quando essa balança se encontrava desfalcada pela suspensão das remessas do Brasil e pela queda dos valores da reexportação colonial. Nalgumas dezenas de milhares de contos se cifra indubitavelmente, e não é difícil prognosticar-lhe um considerável e seguro progresso. Acresce, ainda, que não sabemos de receita que mais possa traduzir-se pela contraprova do apreço alheio, em superior motivo de orgulho nacional. Assim o carinho oficial e o interesse público continuem desveladamente a dedicar-se ao cultivo da honrosa mas esquiva preferência dos estranhos".

Apesar de reiteradas proclamações políticas, nas II e III Repúblicas, como sector motor ou estratégico da economia nacional, o turismo tem sido visto quase exclusivamente segundo a óptica da balança de pagamentos, sobressaindo o facto de ser "a menos custosa e a mais lucrativa das exportações" como já se destacava no longínquo Parecer da Câmara Corporativa sobre o Estatuto do Turismo (1952).

Na sua essência, o conceito de Balança Turística é de grande simplicidade, correspondendo ao saldo entre as receitas dos turistas estrangeiros que visitam Portugal (o denominado incoming) e as despesas dos turistas portugueses que se deslocam ao estrangeiro (outgoing).

Nas “Grandes Linhas de Intervenção 2006”, do ITP, consagra-se que o grande objectivo para o turismo português se mantém no crescimento da criação de riqueza (empresas, população local e país), o qual é, em última instância, medido pelo seu contributo para o PIB e pelo crescimento do saldo da Balança Turística.

No entanto, da análise das receitas e despesas do turismo internacional, sendo o turismo uma das nossas principais actividades económicas, das poucas em que competimos ao nível mundial, surpreende que Portugal detenha o 27º lugar no ranking mundial de receitas do turismo internacional, mas veja essa vantagem parcialmente anulada com o 38º lugar no das despesas (turistas portugueses no estrangeiro), uma escassa diferença de 11 lugares. Pouca população, a circunstância de se tratar de um país-fronteira – pertence ao mundo dos ricos (a União Europeia) mas é dos mais pobres desse mundo – e as boas condições de Portugal para a actividade turística contribuem para tal surpresa.

Aparentemente o crescimento do saldo da Balança Turística passará pela maior atractividade do turismo interno, captando uma parte dos turistas portugueses que fazem férias no estrangeiro e que apresentam, em média, acentuada propensão para o consumo. Com efeito, não obstante um significativo e dispendioso esforço promocional, não tendo sido possível inflectir a tendência de estagnação ou mesmo de retracção do incoming, há que estancar, em alguma medida, a exportação de turistas, ainda mais num cenário onde o equilíbrio das contas públicas assume uma acrescida importância.

Para além da mobilização dos agentes económicos, designadamente os operadores turísticos e agências de viagens, os governantes têm de dar o exemplo. Assim, como o Presidente da República Francesa é normalmente transportado num veículo produzido pela sua indústria automóvel ou o Rei de Espanha passa as suas férias nas Baleares, é importante que entre nós se dêem, ao mais alto nível, efectivos sinais de consumo dos nossos produtos turísticos.

Carlos Torres, Publituris nº 2011, de 15 de Janeiro de 2010, pág. 6.

luni, 11 ianuarie 2010

Brasileiros foram os mais barrados na Espanha em 2009

Fonte: UOL

De todas as deportações feitas em 2009, 21% foram de brasileiros. Os dados do governo indicam que 1.902 brasileiros foram impedidos de entrar na Espanha e deportados do aeroporto no ano passado, 21% do total de 9.215 barrados. A nacionalidade foi a mais impedida de entrar no país pelo segundo ano consecutivo, já que em 2008 os brasileiros também ficaram no topo da lista dos barrados.
Crise
Segundo o Ministério, a cifra é mais baixa do que a do ano anterior em função da crise econômica. No entanto, apesar da queda de 33% no número de passageiros devolvidos, há três nacionalidades que continuam na mira da polícia de imigração espanhola: brasileiros, venezuelanos e paraguaios.Só em dezembro último, 8.200 venezuelanos e 6.600 brasileiros entraram no país com visto de turista, conforme os registros policiais do aeroporto. "O problema é que em quatro anos a chegada de cidadãos destas nacionalidades aumentou de forma alarmante. Não há uma perseguição contra passageiros brasileiros ou venezuelanos, mas as estatísticas falam por si. O aeroporto de Barajas não pode ser um coador", disse à BBC Brasil um porta-voz do Ministério do Interior.
Em 2008, houve 11.886 passageiros barrados. A maioria era da América Latina, principalmente do Brasil: 2.764 (23% do total) seguidos por paraguaios, venezuelanos, hondurenhos e argentinos.Somente na primeira semana de 2010, a média já foi de 25 deportações por dia.
Conflito
A vinda em massa de brasileiros à Espanha chegou a provocar um conflito diplomático entre os dois países. Além do grande número de deportados (535 em fevereiro de 2008), um incidente envolvendo professores universitários que participariam de um congresso e foram barrados provocou a intervenção do Itamaraty. O governou adotou uma política de reciprocidade e as autoridades de imigração barraram 24 turistas espanhóis no que ficou conhecida como "a guerra das deportações". O conflito diplomático terminou com um acordo político e um pedido de desculpas do ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba. Outro caso com repercussão na imprensa foi o da brasileira Janaína Agostinho, que passou uma semana detida na sala de barrados do aeroporto de Barajas em março de 2008, impedida de visitar o noivo espanhol que a esperava no saguão. Apesar de ter um advogado contratado pelo noivo e mostrar à polícia todos os documentos requisitados - passaporte em vigor, 500 euros em dinheiro, seguro de saúde, passagem de volta e reserva de hotel - a brasileira foi deportada. Segundo o noivo dela, José Lupiañez, a polícia disse que alguns documentos eram inválidos por serem cópias sem demonstração dos originais, mas a razão da inadmissão teria sido outra. "Para mim, foi um caso de xenofobia mesmo, porque aqui (na Espanha) virou moda dizer que os brasileiros vêm para cometer delitos, vêm para se prostituir e que todo mundo que entra, quer ficar", disse Lupiañez à BBC Brasil. A polícia do aeroporto explicou à BBC Brasil que a brasileira "esteve na sala de inadmitidos do aeroporto em cumprimento da lei que obriga a mesma companhia a transportar de volta o passageiro que viajou em situação irregular". Como ela voou com a extinta companhia aérea Air Comet, que fazia a rota entre Madri e Natal uma vez por semana, teve de esperar sete dias para encontrar vaga, segundo a polícia.
Argentinos
A Associação de Advogados de Madri reconhece que "proporcionalmente, se praticam mais inadmissões de brasileiros, paraguaios e venezuelanos do que de argentinos", disse à BBC Brasil o responsável pelo setor de imigração da organização, Marcelo Belgrano. "Dificilmente uma autoridade confirmará este fato. Mas é certo que o governo é mais condescendente com os passageiros argentinos. Houve muitas conversas diplomáticas sobre este tema e o resultado é visível nas estatísticas de Barajas", afirmou. Para entrar na Espanha como turista, é necessário passagem de volta, passaporte, reserva de hotel, um valor mínimo de 60,40 euros por dia de estadia e uma carta-convite escrita por alguém que resida legalmente no país e se responsabilize pelo visitante. O cônsul do Brasil em Madri, Gelson Fonseca, disse à BBC Brasil que lamenta as situações de vários brasileiros "impedidos de entrar e que passam por experiências desagradáveis, mas a decisão final é da polícia espanhola".

Angra dos Reis e o Turismo

As recentes pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade demonstram que Angra dos Reis vem se tornando um dos destinos preferidos pelos turistas estrangeiros que nos visitam. A Turisangra é hoje administrada de forma profissional e tem se preocupado com o desenvolvimento turístico do município,embora tenha que aprofundar os mecanismos de capacidade de carga da ilha Grande.
No entanto, fomos surpreendidos por mais um descuido do poder publico, aliado a falta de opção de moradia das populações, por dois acidentes durante o período de réveillon: de uma comunidade no centro de Angra, que veio abaixo e de uma pousada na Ilha grande, que ficou parcialmente soterrada. É lamentável mais uma vez que só quando acidentes que vitimam inocentes acontecem, os dirigentes vão para os jornais, televisão trazer solidariedade (às vezes tardia...) e mencionar obras, que já deveriam ter sido executadas nos últimos vinte anos. Os recursos inclusive para evitar tais acidentes não foram devidamente liberados pelo governo federal, alegando falta de projetos necessários para tal fim. O Estado do Rio, por exemplo, tem hoje 60% de áreas que podem originar novos acidentes, sem nenhuma política específica para preveni-los.
Estamos estarrecidos, inclusive pelas orientações que haviam sido dadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio e que não foram acatadas. O Brasil precisa não só criar diplomas legais para preservação do meio ambiente, o que tem feito muito bem mas é preciso fiscalizar. Talvez, a grande omissão seja efetivamente de um conjunto de recursos humanos, qualificados, que possam inclusive orientar as populações. Não adianta ir para a televisão, dizer que não podem demolir construções irregulares pois ali moram famílias que não tem para onde ir. Está justamente no discurso assistencialista e politiqueiro, a proliferação de construções irregulares, mormente em áreas de risco mas também em algumas mansões da zona sul do Rio, nas encostas e nas ilhas angrenses. A ocupação desordenada do solo urbano é a principal causa dos deslizamentos e quiçá, seja vital uma lei de responsabilidade ambiental, com sanções.
Os recentes acontecimentos ganharam manchetes internacionais: Tsunami no Rio, chuvas abalam réveillon em cidade do Rio, construções irregulares causam mortes durante réveillon, turistas são soterrados em paraíso natural, para citar apenas algumas. Tal divulgação já se faz sentir na baixa ocupação dos hotéis naquela região, em plena alta estação, inclusive com vários cancelamentos e muitas consultas sobre a segurança. Por outro lado, no Brasil, que é o maior mercado emissor para Angra(turismo doméstico) os veículos de comunicação divulgaram durante 13 dias, com várias chamadas, os tristes acontecimentos, as perdas fatais e os enterros. Tal relato é para mostrar a necessidade de uma campanha institucional por parte do governo estadual e federal, para fortalecimento da imagem de Angra e sobretudo esclarecimentos para turistas em potencial. Ao mesmo tempo,que agora se buscam soluções para os acidentes fatais,não podemos esquecer o turismo,que ajuda na sobrevivência do município, sobretudo da Ilha Grande, que vive quase exclusivamente de atividade turística e hoteleira.
Nossa preocupação é que novos acidentes fatais ocorram nos próximos meses, por força das chuvas que se anunciam. Assim, a população tem que se envolver como o fez para a segurança e até as diretas já, para salvar o pouco que nos resta, pelo descaso do poder publico, da iniciativa privada que insiste em construir pousadas e hotéis em áreas de proteção ambiental e ainda lutar pela ocupação ordenada de tais paraísos da humanidade.
Os destinos da Costa Verde devem se associar como produtos integrados neste momento de crise e talvez buscar um novo conceito de promoção e esclarecimentos, no formato de um gabinete emergencial de promoção. Cada vez que formos vítimas de um acidente natural, oriundo da ocupação irregular e incluir nos planos de marketing hoje existentes, ações rápidas de relações públicas nos mercados emissores... É assim que os destinos turísticos agem e o Brasil e o Estado do Rio precisam copiar e sobretudo investir...
Bayard Do Coutto Boiteux é coordenador geral dos cursos de Turismo e hotelaria da UniverCidade e preside o site Consultoria em Turismo-Bayard Boiteux (www.bayardboiteux.pro.br)

"TAP e SATA impõem regras apertadas nos voos para EUA"

Segundo o Diário de Notícias de hoje, "As companhias aéreas portuguesas TAP e a SATA já estão a adoptar medidas de segurança mais apertadas para os passageiros dos voos com destino aos Estados Unidos. No que respeita aos aeroportos do País, o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) aguarda pelas deliberações da União Europeia, nomeadamente no que se refere à eventual instalação de novos equipamentos tecnológicos, como os polémicos scanners de corpo inteiro para a revista aos passageiros.
O reforço da segurança nos voos transatlânticos resulta da tentativa de atentado terrorista no dia de Natal, pouco antes da aterragem em Detroit (EUA) do voo 253 da Northwest-Delta Airlines proveniente de Amesterdão (Holanda), quando o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, quis fazer explodir o aparelho. Desde então, a autoridade americana para a segurança nos transportes, Transportation Security Administration (TSA), tem emitido diversas novas directivas para um controlo mais rigoroso de passageiros e bagagens, dirigidas não só às companhias aéreas americanas, mas também a todas as outras com voos para os Estados Unidos, as quais podem, inclusivamente, ver recusada a entrada no país se não acatarem as novas regras. A TAP e a SATA, que são as duas únicas transportadoras aéreas portuguesas a operar voos comerciais regulares para os Estados Unidos, garantem que estão a cumpri-las." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo pode ser lido em texto integral.

vineri, 8 ianuarie 2010

"Roménia é o primeiro país a cobrar imposto sobre fast-food"

Como dá conta a jornalista Patrícia Viegas, no Diário de Notícias, "A Roménia vai tornar-se no primeiro país do mundo a cobrar um imposto sobre a chamada comida de plástico. A medida entra em vigor em Março e visa contribuir para a boa implementação dos programas de saúde neste novo Estado membro da UE, segundo disse o ministro da Saúde romeno, Attila Czeke.
'Os alimentos não saudáveis aumentam o número de mortes e a despesa no sector da Saúde, reduzem a produtividade, prejudicam a qualidade de vida e reduzem a esperança de vida', refere um documento do Ministério da Saúde romeno. Os responsáveis da indústria alimentar já avisaram que este tipo de medida vai aumentar os preços dos produtos e levar os empresários a deslocalizar os negócios para outros países.
O imposto recairá sobre as pessoas jurídicas que produzem, importam ou processam alimentos menos saudáveis, com grandes quantidades de sal, gordura, açúcar e aditivos. Produtos de fast-food, bolos, doces, aperitivos, batatas fritas, e refrigerantes estão entre os alimentos a taxar.
Nos Estados Unidos, terra do fast-food, a introdução deste tipo de medida tem sido discutida ao longo de vários anos. Mas até ao dia de hoje não foi colocada em prática. A obsidade ultrapassou o tabaco como o principal problema de saúde dos americanos, segundo um estudo universitário hoje divulgado. Ao longo de 15 anos, período analisado no estudo, o número de pessoas obesas ultrapassou em larga escala o de fumadores nos EUA."

marți, 5 ianuarie 2010

Em Portugal, "Restauração promete não fazer despedimentos se IVA descer"

Nos termos de um artigo da jornalista Ana Rute Silva, constante do Público, "A Associação da Hotelaria, Restaurantes e Similares de Portugal (AHRESP) quer que o Governo inclua no próximo Orçamento do Estado a redução do IVA na restauração de 12 para cinco por cento.
Em troca a AHRESP compromete-se a não fazer despedimentos durante um ano e garante que, com a redução do imposto, os preços de venda ao consumidor podem descer sete por cento.
'Esta descida deve ser monitorizada durante um ano para análise e avaliação' e posterior revisão, propõe a associação. Em declarações à Renascença, o secretário-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, diz que há 'da parte do sr. ministro das Finanças uma grande sensibilidade a esta matéria'. 'Esperamos que em boa hora tome esta decisão', disse.
A recessão fez cair o negócio da restauração em Portugal, com o número de estabelecimentos encerrados a atingir níveis recorde. O sector teve quebras de facturação de 20 a 25 por cento em 2009.
A AHRESP diz que reduzir o IVA para cinco por cento serviria para promover o aumento do consumo e da receita fiscal do Estado, combater o desemprego e recuperar as micro, pequenas e médias empresas. O sector emprega actualmente 350 mil trabalhadores." (A hiperconexão foi acrescentada)

luni, 4 ianuarie 2010

"Todos os passageiros de 14 países que viajem para os EUA serão revistados"

Segundo o Público, "Numa directiva que já entrou em vigor, a Administração de Segurança nos Transportes (TSA) ordenou um controlo reforçado de 'todos' os passageiros originários ou provenientes de países considerados como apoiantes do terrorismo ou de 'outros países relacionados'.
A lista dos países afectados por esta medida não foi divulgada oficialmente mas um alto responsável da Administração de Obama, interrogado pela AFP, refere que os cidadãos originários ou provenientes de um total de 14 países serão particularmente visados pelos controlos de segurança reforçados.
Entre estes países estão a Nigéria, o Paquistão, Iémen, Afeganistão, Líbia e Somália. Na mesma lista encontram-se Cuba, Irão, Sudão e Síria, os quatro países que figuram na lista americana dos estados que apoiam o terrorismo, segundo o departamento de Estado. O 'New York Times' e o 'Washington Post', citando responsáveis governamentais, completam a lista com a Argélia, o Líbano, a Arábia Saudita e o Iraque.
'Cem por cento' dos passageiros originários ou provenientes destes países serão submetidos a uma revista corporal 'completa' bem como a uma inspecção 'manual' dos seus bens pessoais, refere o site Politico. A directiva aplica-se a todas as companhias aéreas.
Para os cidadãos de outros países, a ordem da TSA prevê um recurso acrescido a tecnologias avançadas de controlo de segurança e impõe a revista aleatória de pessoas com destino aos EUA em todos os voos internacionais. 'Uma segurança aérea eficaz começa para lá das nossas fronteiras', explica a TSA num comunicado." (As hiperconexões foram acrescentadas)

sâmbătă, 2 ianuarie 2010

Uma versão urbanística do David contra Golias: o caso do pastor espanhol que se insurgiu contra um resort com 2.285 moradias e um campo de golfe

Até que seja demonstrada a adequada suficiência hídrica do projecto - «la suficiencia de los recursos hídricos necesarios para el desarrollo urbanístico en proyecto», o Tribunal Supremo Espanhol decidiu, em finais de Dezembro, a suspensão cautelar do Plan Parcial e do Programa de Actuación Urbanística Santa Ana del Monte Jumilla Golf (Murcia).

A situação foi despoletada pelo pastor Pascual Carrión, titular de uma exploração na zona abrangida pelo projecto, o qual peticionou que o Plan Parcial tinha, numa primeira fase menores dimensões, que não afectaria tanto a sua parcela, designadamente o poste eléctrico para fornecer energia à urbanização em que iriam ser construídas mais moradias.

miercuri, 30 decembrie 2009

Planet Work, Cesgranrio e UniverCidade fazem a última pesquisa de 2009

A Planet Work e a Fundação Cesgranrio realizaram 2 pesquisas de 01 a 25 de dezembro de 2009, com 800 turistas estrangeiros e 1000 turistas brasileiros, para avaliar o perfil de tais turistas, no mês de dezembro. A pesquisa contou com o apoio de 50 alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, que estiveram presentes em Copacabana, Flamengo, Catete, Santa Teresa, Barra, Ipanema, Leblon, São Conrado e centro. A pesquisa foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner e foi auditada pelo Ipetur - o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade, única instituição de ensino no Brasil, auditada e certificada pela OMT - a Organização Mundial do Turismo, agência especializada em Turismo da ONU, com sede em Madrid.
Com as referidas enquetes, os professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner concluem a série de estudos que fizeram em 2009, mais de 50, para medir e avaliar a importância do Turismo na cidade do Rio de Janeiro. Em função deste último estudo, foi feita também uma previsão para a alta estação carioca, que vai até março de 2010.

Seguem os resultados das pesquisas:

Perfil do Turista brasileiro
Sexo: 40% mulher / 60% homem
Grau de escolaridade: 20% ensino fundamental /45% ensino médio /35% ensino superior
Idade: 18/25 anos-30% / 26/42-28% / 43/60-36% / Mais de 61-6%
Faixa salarial: 1/3 SM-20% / 4/8 SM-30% / 9/14 SM-20% / 15/20 SM-15% / Mais de 21 SM-15%
Forma de hospedagem: 57% Hotel / 25% Aluguel de apartamentos / 15% casa de amigos / 3% hospedagem domiciliar
Forma de organização da viagem: 75% viaja por conta própria / 25% viaja através de agência
Principais mercados emissores: São Paulo-29% / Minas Gerais-26% / Rio Grande do Sul-13% / Espírito Santo-11% / Paraná-9% / Pernambuco-6% / Ceara-4% / Alagoas-2%
Principais atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-31% / Corcovado-23% / Maracanã-18% / Floresta da Tijuca-16% / Praias-12%
Meio de transporte utilizado: Rodoviário-55% / Aéreo-40% / Outros-5%
Pontos Negativos: 35% mendicância / 30% segurança / 25% transporte público / 15% informação turística
Pontos Positivos: 40% o carioca / 25% limpeza / 20% os shoppings / 10% gastronomia / 5% a prestação de serviço
Permanência média: 1/3 dias-15% / 4/7 dias-65% / Mais de 8 dias-20%
Gasto médio na cidade por dia: Até RS 120,00-30% / De RS 130,00/RS 200,00-45% / De 210,00 a RS 300,00-15% / Mais de RS 310,00 10%
Outras Cidades visitadas no Estado: Angra-30% 7 Paraty-20% / Búzios-18% / Itatiaia-15% / Petrópolis-10% / Nova Friburgo-5% / Niterói-2%
Grau de satisfação: 95% retornaria ao Rio / 5% não retornaria
Freqüência de visita ao Rio: Primeira vez-66% / 2/3 vezes-23% / 4/6 vezes-9% 7 Mais de 7 vezes-2%

Perfil do Turista estrangeiro
Forma de organização da viagem: 60% por conta própria / 40% através de agência
Forma de hospedagem: 70% hotel / 20% aluguel de apartamentos / 6% casa de amigos / 4% hospedagem domiciliar
Meio de transporte: 70% aéreo / 25% marítimo / 5% rodoviário
Procedência dos turistas: 25% norte-americanos / 14% franceses / 13% portugueses / 10% alemães / 9% italianos / 8% ingleses / 7% argentinos / 5% chilenos / 4% japoneses / 2% mexicanos / 2% australianos / 1% uruguaios
Outras cidades visitadas no Rio: 35% Paraty / 30% Búzios / 15% Petrópolis / 10% Niterói / 8% Angra dos Reis / 2% Cabo Frio
Gasto médio: 80/120 USD-42% / 130/200-35% / 210/280-20% / Mais de 290-3%
Grau de satisfação: 86% retornaria ao Rio / 14% não retornaria
Pontos Negativos: 25% mendicância / 23% informação turística / 17% sinalização turística / 14% segurança / 12% taxis / 9% limpeza
Pontos Positivos: 26% população anfitriã / 21% policiamento nas áreas turísticas / 18% ordenamento das praias / 13%organização das praias / 11% gastronomia / 8% metro / 3% atrativos culturais
Nível de escolaridade: 25% Ensino fundamental / 55% Ensino médio / 20% ensino superior
Faixa etária: 18/25 anos-25% / 26/42 anos-23% / 43/60-35% / Mais de 61-17%
Sexo: 55% mulheres / 45% homens
Freqüência da visita: Primeira vez-80% / 2/3 vezes-15% / Mais de 4 vezes-5%
Atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-33% / Corcovado-22% / Jardim Botânico-17% / Floresta da Tijuca-15% / Passarela do Samba-11% / Cidade do Samba-2%
Permanência média: 1/3 dias-22% / 4/7 dias-67% / Mais de 8 dias -11%

Previsões para a alta temporada dos Professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, respectivamente presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade e presidente da PlanetWork:
1) Haverá um acréscimo de 15 % de turistas estrangeiros e 25% de turistas domésticos na alta estação.
2) A ocupação hoteleira será de 80% em média, sendo 45% de turistas nacionais e 35% de internacionais.
3) A Europa continua sendo o maior mercado emissor para o Brasil e precisa ser melhor trabalhada. As ações de promoção do Rio são pontuais.
4) Cada vez mais, teremos um turista por conta própria. A cidade tem que se adequar urgentemente, sobretudo com sinalização turística e maior número de centros de informação turística. O ideal seria utilizar as estações de metro como informação turística.
5) O Réveillon receberá 635 mil turistas, dos quais 65% nacionais e 35% estrangeiros.
6) Deverão passar pelo Rio 2,5 milhões de turistas de dezembro a março de 2010.

"Gestores do cartel das cantinas condenados pela Concorrência"

No Diário Económico, a jornalista Hermínia Saraiva acaba de dar conta que "A Autoridade da Concorrência, presidida por Manuel Sebastião, condenou hoje os administradores das empresas envolvidas cartel das cantinas ao pagamento de 20 mil euros em multas.
Esta é a primeira vez que a AdC responsabiliza directamente órgãos de gestão acusados de violar as leis da Concorrência.
O regulador decidiu-se pela aplicação de coimas superiores a 14 milhões de euros às cinco empresas envolvidas por práticas lesivas da concorrência no mercado de refeições e serviços de gestão e exploração de refeitórios, cantinas e restaurantes. A informação foi confirmada ao Económico pelo advogado de uma das empresas acusadas, que não descarta a possibilidade de vir a recorrer da decisão da AdC." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo pode ser lido na íntegra.

Nota: para mais informações, vide o Comunicado da AdC.

marți, 29 decembrie 2009

"ASAE instaurou 1800 processos por infracções à Lei do Tabaco em dois anos"

Como noticia o Público, em Portugal, "Quando se completam dois anos da entrada em vigor da Lei do Tabaco, que se assinalam sexta-feira, o presidente da ASAE, António Nunes, explicou que a maioria das infracções está relacionada com a falta de sinalização ou sinalização incorrecta, fumar em locais proibidos e a criação de espaços para fumadores que não cumprem os requisitos.
Em 2008, foram instaurados 867 processos, número que subiu este ano para 933. Dos 1800 processos de contra-ordenação levantados durante dois anos, a maioria das infracções verificou-se na região de Lisboa (878), seguida da região Norte (488), adiantam os dados da ASAE." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo está disponível em texto integral.

joi, 24 decembrie 2009

"Avança a 'lista negra' de clientes nas discotecas" em Portugal

No Jornal de Notícias, Hugo Silva revela que "O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pediu um parecer à Procuradoria-Geral da República sobre a legalidade da criação de uma lista negra de clientes problemáticos de bares e discotecas.
O pedido de parecer sobre a 'admissibilidade constitucional e legal da criação' de uma lista nominal de pessoas que tenham cometido ilícitos nos estabelecimentos de animação, a quem possa ser vedado o acesso aos espaços, foi remetido ao Conselho Consultivo da PGR na semana passada. Um passo que reforça a disponibilidade do Governo para avançar com uma lista negra de clientes indesejados.
A informação chegou à Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, que no início deste mês tinha solicitado uma reunião urgente a Rui Pereira, precisamente para saber em que ponto estava o processo da referida lista." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo pode ser lido na íntegra.

miercuri, 23 decembrie 2009

Em Portugal, "Tarifas de táxi ficam inalteradas em 2010"

Segundo o Público, "O tarifário do serviço de táxi não vai sofrer qualquer agravamento em Janeiro de 2010, mantendo-se em vigor as taxas que estão a ser praticadas desde 15 de Julho de 2008.
Uma nota enviada pelo Ministério da Economia informa que o tarifário que vai vigorar foi estabelecido através da Convenção de Preços, celebrada com as estruturas associativas do sector, ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros) e a FPT (Federação Portuguesa do Táxi).
Deste modo, e a título de exemplo, no que se refere a veículos de 4 passageiros, o tarifário do serviço urbano diurno continuará com o valor da bandeirada fixado em €2,00, o valor do quilómetro fixado em €0,45, o valor da hora de espera fixado em €13,35 e o valor das fracções de percurso fixadas em €0,15.
Igualmente se mantêm inalterados os suplementos de bagagem, chamada telefónica ou de transporte de animais domésticos." (As hiperconexões foram acrescentadas)

luni, 21 decembrie 2009

A promoção do Brasil no exterior

O Brasil, infelizmente, não tem conseguido aumentar o número de turistas estrangeiros, que nos visita, apesar de todos os esforços promocionais do governo federal, sobretudo aqueles oriundos do Plano Aquarela. Não recebemos nem sequer um por cento de todos os turistas internacionais que viajam pelo mundo e o governo resolveu apenas falar em receitas geradas pelo turismo,sem mencionar o fluxo quantitativo.
O Plano Aquarela, que conceitualmente traz ações pontuais nos mercados prioritários não apresenta nenhuma inovação nas formas de promoção. Repete programas anteriores como escritórios no exterior, tours de familiarização, press trips e participação em eventos internacionais. Tal formula é a mesma apresentada nos últimos vinte anos e não nos trouxe aumento significativo de consumidores. Ao analisar o plano Aquarela, vejo exatamente o trabalho revolucionário, a época de Oswaldo Trigueiros e Glória Britto Pereira, na FUNTUR mas que para nossa tristeza não evoluiu.
O trabalho das grandes empresas de turismo, com raras exceções, não tem nenhuma criatividade, nem no formato e nem na inovação. Eventos de turismo discutem os mesmos problemas, quase sempre ligados a comissionamento de empresas aéreas.
Estamos no século XXI e precisamos mostrar uma nova cara ao mundo globalizado. Não a de programas assistencialistas, baseados numa filosofia política ultrapassada mas num país que possui grandes talentos e pesquisadores, que podem revolucionar a atividade com base na criatividade.
O mundo ainda nos percebe como um grande balneário, repleto de música e futebol. Pouco avanço houve numa promoção de nossa gente e de nossos valores culturais. A segmentação passa por uma efetiva visão do potencial local ancorado em tendências como as experiências culturais, o viajar por conta própria e a internet, como instrumento de escolha de produtos, com verdadeiras viagens virtuais com visão prévia de nossos sonhos. Estamos muito mas muito longe de tal realidade: cidades mal sinalizadas turisticamente, falta de centros de informações turísticas, inexistência de um toll free em vários idiomas, funcionando 24 horas,para orientar o turista. É tão pouco e já fizemos tais sugestões inúmeras vezes. Não seria mais evidente cuidar melhor de dita infra-estrutura primária, para depois promover melhor e com uma nova política para os fluxos que aqui chegam?
É triste e desculpe novamente a utilização de tal expressão de não vermos um efetivo benchmarketing com destinos que estão dando certo e que poderiam nos ajudar. Chega de tanta foto e tanto sorriso de autoridades e vamos passar para um trabalho efetivo.
Nos últimos anos, vimos nascer os Embaixadores do Rio, os cafés da manhã com o Corpo Consular, os seminários educacionais para vendas de destinos, o Rio é de vocês, Rio Convention and Visitors Bureau sem um aproveitamento melhor do Poder Público. Cada governo quer apenas dizer o que está fazendo e desconhecer o passado do Turismo. Em sã consciência, ninguém pode ignorar a revolução nas gestões Caio Luiz de Carvalho, João Dória Junior, Miguel Colassuano, Roberto Gherardi, Trajano Ribeiro, Alfredo Laufer para citar apenas alguns exemplos. Não seria vital criar um conselho de notáveis que pudessem se posicionar? Vejo no Conselho de Turismo da CNC uma voz que quer colaborar e que pode, sem conotação governamental, ser uma forma de assessoria nas políticas públicas e privadas de turismo.
Precisamos nos conscientizar que o mundo anda muito rápido e que não podemos perder o trem TGV, caso contrário ficaremos fora do circuito internacional, apesar da captação de grandes eventos esportivos, que são momentâneos mas não geram um aumento real de turistas nos anos subseqüentes.
Vamos olhar para os mercados mais próximos e investir mais no MERCOSUL e na preparação de nossos recursos humanos para recebimento de tais visitantes, como faz muito bem o Estado de Santa Catarina. Nossa preparação tem que ser mormente presencial e não à distância. É pouco provável que cursos de idiomas ministrados pela internet possam trazer melhorias reais.
Não quero ter uma visão pessimista mas com a proximidade das eleições e as visões de crescimento de 100% de turistas em 10 anos ,apresentadas no Rio, pelas autoridades federais, que não não condizem com a realidade que se nos apresenta, precisamos mudar.
É uma reflexão, de alguém que com muita humildade e parcimônia deseja colaborar e quer ver um Brasil diferente na percepção de possíveis compradores do produto mas sobretudo que a Lei Geral do Turismo, o PNT e o Plano Aquarela possam ajudar no aumento de turista e no market share.
Bayard Do Coutto Boiteux é escritor,presidente do Site Consultoria em Turismo e coordena os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, no Rio e Mauricio Werner é presidente da Planet Work.

miercuri, 16 decembrie 2009

Quem é o turista português que visita o Rio?

Os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, com o apoio da Fundação Cesgranrio e da Planet Work realizaram de 12 de Novembro a 11 de Dezembro de 2009, uma pesquisa com 600 turistas portugueses, para obter o perfil daquele consumidor. A pesquisa foi coordenada pelo professores Bayard Boiteux e Maurício Werner e contou com a participação de 40 alunos dos referidos cursos. A pesquisa foi auditada e certificada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo e da Hotelaria da UniverCidade e a margem de erro é 3,4%.
Para Bayard Boiteux, diretor dos cursos de turismo e hotelaria da UniverCidade, Portugal é hoje o principal mercado emissor europeu para o Rio e para o Brasil e deve ser tratado com prioridade. Ele salienta que o Brasil e o Rio devem muito a TAP, que conseguiu aumentar o fluxo de turistas com o maior número de vôos para o Brasil, de uma companhia estrangeira e sobretudo nos socorrer no momento da crise da Varig. Teremos uma dívida eterna com a TAP, e temos que agradecer a gestão dos engenheiros Fernando Pinto e Luiz Mor.
Abaixo,elencamos os resultados da pesquisa,que deverá servir como um indicador para as ações promocionais em Portugal, afirma Mauricio Werner,diretor da Planet Work, que enfatiza que a presença do Brasil na BTL, em Lisboa, tem que ser mais expressiva.

Gênero: 52% homens / 48% mulheres
Grau de instrução: 25% nível fundamental / 35% nível médio / 40% nível superior
Idade: de 18 a 25 anos – 23% / de 26 a 35 anos – 32% / de 36 a 48 anos – 18% / de 49 a 60 anos – 16% / mais de 61 – 11%
Pontos positivos: 40% Praias / 30% População amistosa /20% Preços / 10% Prestação de serviços
Pontos negativos: 35% Segurança / 30% Táxis / 20% Mendicância / 10% Informação Turística / 5% limpeza
Freqüência da visita ao Rio: 40% vieram ao Rio pela primeira vez / 35% já vieram ao Rio pelo menos uma vez / 20% já vieram ao Rio mais de duas vezes / 5% já vieram mais de três vezes
Intenção de voltar ao Rio: Pretendem voltar – 90% / Não voltariam – 110%
Permanência média no Rio: 2 a 4 dias – 40% / 5 a 7 dias – 30% / Mais de 7 dias – 30%
Atrativo turístico que mais atraiu no Rio de Janeiro: 50% Corcovado / 30% Pão de Açúcar / 20% Praias
Organização da viagem: 70% Por conta própria / 30% Através de agências de viagens
Transporte utilizado para chegar ao Rio: 100% Aéreo
Hábito de viajar: Com a família – 45% / Com amigos – 40% / Sozinho – 15%
Procedência dos Turistas: 45% Norte de Portugal / 35% Sul de Portugal / 20% Outras regiões de Portugal
Forma de hospedagem: 45% Hotéis / 30% Casa de familiares/amigos / 20% Aluguel de apartamentos / 5% Hospedagem domiciliar
Gasto médio por dia (em USD): 80 a 120 – 35% / 130 a 190 – 40% / 200 a 250 – 20% / Mais de 250 – 5%
Outras cidades visitadas durante a permanência no Brasil: 30% Búzios / 25% Porto de Galinhas / 20% Niterói / 15% Petrópolis / 10% Paraty / 5% Salvador
Portão de entrada no Brasil: 70% Rio de Janeiro / 20% Recife / 10% Salvador

luni, 14 decembrie 2009

O turbilhão da temática dos territórios: o ordenamento turístico como reivindicação do poder local

Há que encontrar o ponto de equilíbrio entre a orientação descendente concebida há 40 anos no quadro de um centralista Estado-nação e as fortíssimas pulsões regionais e locais de sentido ascendente.
A circunstância de as atenções nos últimos cinquenta anos se terem concentrado nas políticas de transportes, habitação, serviços públicos e desenvolvimento económico explica, de algum modo, o carácter recente das políticas públicas de ordenamento do território turístico.
A tomada de consciência do incontornável papel desta actividade só ocorre depois dos anos noventa quando se torna a primeira actividade mundial de serviços, aproximando-se das indústrias petrolífera e automóvel. Com efeito, apesar da actividade turística representar a nível mundial mais de 10% do PIB, 8% do emprego e 12% das exportações, não tem sido adequadamente reconhecida a sua importância.
Por outro lado, o carácter recente das políticas de ordenamento do território turístico entronca no despertar do regionalismo turístico, da repartição de competências entre o poder central e o regional, designadamente no que toca à organização da actividade e ao urbanismo turístico.
O poder local passa a investir no turismo como um novo e promissor campo de intervenção económica e de ordenamento do espaço urbano e rural, verificando-se concomitantemente uma irreversível interacção entre o turismo e o desenvolvimento sustentável e o ordenamento do território.
Por seu turno, as populações libertaram-se da espartilhante concepção clássica do ordenamento turístico e a, evolução para modelos de descentralização e de regionalização (Espanha, Itália e França) dão ao poder local um novo estatuto, ocorrendo a fragmentação da acção pública em que diversas formas de governação optam pela contratualização de projectos e operações.
O modelo europeu de acção pública foi durante muito tempo prescritivo, centralizador e pouco pluralista e, só muito recentemente e, de uma forma gradual, a intervenção dos poderes públicos foi negociada à escala dos territórios, dos actores e das populações locais.
O centralismo perde o exclusivo da representação do interesse geral com o advento do mecanismo do contrato que coloca o poder local no mesmo plano que o do Estado-nação.
O contrato inicia, numa primeira fase, a descentralização francesa (1981) e a espanhola (1985) criando mecanismos - há muito conhecidos de países do norte da Europa e da Itália - para a formulação de acordos colectivos em torno de projectos locais.
A intervenção turística marca particularmente bem esta deslocação progressiva nos últimos 30 anos, de um movimento de ordenamento descendente (top-down) concebido em torno de uma organização espacial do território nacional e do seu zonamento funcionalista para ter em conta reivindicações ou iniciativas ascendentes (bottom-up).
A participação das populações torna-se um dos princípios estruturantes do ordenamento turístico, convocando diferentes públicos, retirando o monopólio da actuação a políticos e elites administrativas, fazendo intervir um número crescente de especialistas e líderes de opinião, enriquecendo o iter decisório e obtendo consensos mais alargados.

Carlos Torres, Jornal Planeamento e Cidades n.º 19, Novembro-Dezembro 2009, pág. 28

vineri, 11 decembrie 2009

As alterações climáticas e os seus efeitos no turismo


Numa projecção a cerca de 60 anos, a região do Mediterrâneo, que capta actualmente 120 milhões de turistas do norte da Europa – o maior fluxo internacional de turistas ao nível mundial – e que detém o maior índice de clima para o turismo (excelente: 80-100) perde dois escalões (muito bom e bom), situando-se no aceitável (40-60), ou seja, o escalão logo a seguir ao desfavorável (0-40).
Os países do norte da Europa terão os índices mais favoráveis (excelente e muito bom) convertendo-se de grandes mercados emissores de turismo em destinos turísticos de excelência, reforçando fortemente a vertente do mercado interno e cessando os fluxos turísticos do norte para o sul.
A Cimeira de Copenhaga constitui um bom pretexto para reflectir sobre as alterações climáticas e os seus efeitos na actividade económica do turismo, uma matéria incontornável tanto no planeamento como no marketing turísticos. Ed Miliband, secretário britânico para a energia e alterações climáticas fez, pela primeira vez, um atendimento directo, por telefone, aos cidadãos interessados nas negociações de Copenhaga, bastando a prévia inscrição no site. Um bom exemplo a seguir pelos nossos governantes em matéria de proximidade com os cidadãos.
No presente artigo, centro-me num estudo recentemente divulgado: Impacts of Europe’s changing climate – 2008 indicator-based assessment. Trata-se do relatório final do projecto PESETA (Projection of economic impacts of climate change in sectors of the European Union based on bottom-up analysis) que faz uma avaliação anual dos impactos económicos na Europa decorrentes das alterações climáticas na agricultura, subidas das águas dos rios, sistemas costeiros e turismo, modelo que não atende às políticas de adaptação.
Apesar de o clima influenciar fortemente o sector do turismo e constituir nalgumas regiões um dos principais recursos naturais em que a actividade assenta – por exemplo destinos de sol e praia ou desportos de inverno pouco se tem atendido às implicações das alterações climáticas, sobretudo a médio e longo prazo, bem como às inerentes alterações das relações de concorrência entre destinos turísticos. As zonas costeiras e as montanhas constituem precisamente os territórios turísticos mais vulneráveis às alterações climáticas.
Constata-se, nos últimos cinquenta anos, uma íntima ligação do modelo do turismo de massas com o clima, quer na origem dos turistas (mercados emissores), quer nos destinos turísticos. Nesse período, os fluxos turísticos têm predominado de norte para o sul da Europa, durante o Verão, em direcção às zonas costeiras, sendo expectável que a indústria do turismo continue a crescer mercê do binómio aumento do rendimento e mais tempo para o lazer. No entanto, a sazonalidade constitui uma das questões mais críticas do turismo.
Temos, assim, três ordens de questões-chave suscitadas pelo estudo:
1) O impacto sobre a atractividade de muitos dos principais resorts do Mediterrâneo, enquanto melhoram as condições de outras regiões.
2) A menor atractividade para os turistas durante os meses de Verão e um aumento das condições na Primavera e no Outono, o que pode introduzir importantes mudanças nos fluxos turísticos da UE. Para regiões onde o turismo pesa na economia, como é o caso do Algarve, a diversificação económica poderá não compensar as perdas. Em todo o caso, o turismo deverá suportar significativos custos de adaptação.
3) As medidas de adaptação devem atender aos factores sócio-económicos e de sustentabilidade, tendo em conta os impactes ambientais e devem ser periodicamente avaliadas.
Como flui do estudo, é bastante provável que o aumento da temperatura tenha influência na escolha dos destinos de verão (e provavelmente doutra estação) na Europa, registando-se as maiores taxas de crescimento no norte da Europa aliadas ao robustecimento do turismo interno.
As actividades de ar livre tornar-se-ão mais atractivas no norte da Europa enquanto as maiores temperaturas e ondas de calor na região mediterrânica aliadas à falta de água coincidindo com os períodos de maior afluência de turistas poderão conduzir a utilizações fora do pico do Verão actual.
Um dos factores que poderá atenuar as perdas será a flexibilidade dos turistas, decorrente do envelhecimento da população e da consequente disponibilidade para viajar fora das épocas mais procuradas, ou seja, do pico do Verão. A flexibilidade também poderá decorrer da alteração das férias escolares.
Há também que considerar o impacto das mudanças climáticas nos desportos de inverno, uma indústria europeia que atrai milhões de turistas todos os anos e que gera receitas na ordem de €50 biliões anuais. Um estudo projecta para Áustria, França, Alemanha, Itália e Suíça a redução de áreas esquiáveis de 600 a 500 se as temperaturas aumentarem 1,2°C, para 400, se a temperatura subir até 2°C, e para 200 se o incremento for de 4°C.

Nota Final: Grande dificuldade sentida ultimamente pelos nossos responsáveis políticos em matéria de slogans das campanhas de turismo. Depois do Portugal Maior – slogan da campanha presidencial de Cavaco Silva adoptado no turismo interno – é agora a vez do Leve Lisboa no Coração se inspirar no centenário e imortal Leve Colares no Coração. Como se não bastasse, a jovem que apela ao paraíso Lisboa, surge-nos de gabardine, vestuário que nos faz lembrar chuva, mau tempo, etc. Recentemente os americanos David Weaver e Laura Lawton identificaram o conceito de demarketing, através do qual se pretende reduzir a procura em determinados locais turísticos que estão a atingir a saturação ou de elevada sensibilidade ambiental. Quer-me parecer que, nos últimos anos, o turismo português tem sido prodigioso em demarkteers....

Carlos Torres, Publituris nº 1099, de 11 de Dezembro de 2009, pág. 4.

joi, 10 decembrie 2009

"'Pizza Napoletana' registada como Especialidade Tradicional Garantia"

Hoje, a Sala de Imprensa da U.E. informou que "Na quarta-feira os Estados-Membros apoiaram a proposta de registar 'Pizza Napoletana' como uma 'Especialidade Tradicional Garantida', no quadro do esquema europeu de rotulagem da qualidade. Daqui resulta que os produtores que desejarem utilizar o rótulo europeu 'ETG' nas suas pizzas deverão seguir as especificações precisas constantes do regulamento. 'Especialidade Tradicional Garantida' significa um produto agrícola ou alimentar com, pelo menos, 25 anos de presença no mercado da UE e reconhecido pela UE devido ao seu carácter específico. Este registo não impedirá os outros produtores de utilizar o nome 'Pizza Napoletana', mesmo que não sigam as especificações aprovadas n quarta-feira. Porém, os produtores que elaborem pizzas seguindo uma outra receita não serão autorizados a utilizar o rótulo 'ETG'. Este regulamento será formalmente adoptado pela Comissão nas próximas semanas." (A imagem e as hiperconexão foram acrescentadas)

miercuri, 9 decembrie 2009

marți, 8 decembrie 2009

"Aviação compromete-se reduzir emissões de CO2 metade até 2050"

O Diário Digital acaba de noticiar que "O sector da aviação comprometeu-se a reduzir as emissões poluentes em 50 por cento até 2050, através da utilização de aviões com menor consumo e uma maior aposta nos biocombustíveis, anunciou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo.
Num comunicado divulgado durante o segundo dia de trabalhos da cimeira da ONU sobre alterações climáticas, que decorre em Copenhaga, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou que as companhias aéreas estão a investir mais de 1,5 mil milhões de dólares em novos aviões para reduzir, até 2020, as emissões de dióxido de carbono (CO2) geradas pelo sector.
O sector aéreo prevê também realizar uma maior aposta na utilização de biocombustíveis para abastecer os voos comerciais, possibilidade que já está a ser testada por cinco companhias aéreas, para reduzir as emissões poluentes em até 80 por cento. A IATA adiantou que estes testes deverão estar concluídos em 2011.
De moda a conseguir um corte das emissões de CO2 até 2050, a estratégia da IATA passa também por apostar em aviões mais eficientes em termo de consumo, refere o comunicado ." (As hiperconexões foram acrescentadas)

Em Portugal, "Bares reclamam cadastro do cliente"

No Jornal de Notícias de hoje, Carla Soares dá conta que "Ano e meio após ter manifestado apoio a um mecanismo de sanção do cliente desordeiro, o ministro da Administração Interna não avançou com a medida. A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto quer discutir o assunto em nova reunião.
Ontem, António Fonseca, presidente daquela associação, escreveu ao ministro Rui Pereira solicitando-lhe um encontro para breve. Em causa está a criação de uma espécie de 'lista negra' ou cadastro do cliente que continua por concretizar, apesar das promessas do governante de que iria estudar a melhor solução.
Uma vez que Rui Pereira continua no Executivo, António Fonseca considera que é mais uma razão para reclamar que faça um ponto da situação, até porque, alerta o representante dos estabelecimentos de diversão nocturna, 'os incidentes repetem-se, não só no Porto, mas em todo o país'."
Este artigo pode ser lido em texto integral.