miercuri, 30 decembrie 2009

Planet Work, Cesgranrio e UniverCidade fazem a última pesquisa de 2009

A Planet Work e a Fundação Cesgranrio realizaram 2 pesquisas de 01 a 25 de dezembro de 2009, com 800 turistas estrangeiros e 1000 turistas brasileiros, para avaliar o perfil de tais turistas, no mês de dezembro. A pesquisa contou com o apoio de 50 alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, que estiveram presentes em Copacabana, Flamengo, Catete, Santa Teresa, Barra, Ipanema, Leblon, São Conrado e centro. A pesquisa foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner e foi auditada pelo Ipetur - o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade, única instituição de ensino no Brasil, auditada e certificada pela OMT - a Organização Mundial do Turismo, agência especializada em Turismo da ONU, com sede em Madrid.
Com as referidas enquetes, os professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner concluem a série de estudos que fizeram em 2009, mais de 50, para medir e avaliar a importância do Turismo na cidade do Rio de Janeiro. Em função deste último estudo, foi feita também uma previsão para a alta estação carioca, que vai até março de 2010.

Seguem os resultados das pesquisas:

Perfil do Turista brasileiro
Sexo: 40% mulher / 60% homem
Grau de escolaridade: 20% ensino fundamental /45% ensino médio /35% ensino superior
Idade: 18/25 anos-30% / 26/42-28% / 43/60-36% / Mais de 61-6%
Faixa salarial: 1/3 SM-20% / 4/8 SM-30% / 9/14 SM-20% / 15/20 SM-15% / Mais de 21 SM-15%
Forma de hospedagem: 57% Hotel / 25% Aluguel de apartamentos / 15% casa de amigos / 3% hospedagem domiciliar
Forma de organização da viagem: 75% viaja por conta própria / 25% viaja através de agência
Principais mercados emissores: São Paulo-29% / Minas Gerais-26% / Rio Grande do Sul-13% / Espírito Santo-11% / Paraná-9% / Pernambuco-6% / Ceara-4% / Alagoas-2%
Principais atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-31% / Corcovado-23% / Maracanã-18% / Floresta da Tijuca-16% / Praias-12%
Meio de transporte utilizado: Rodoviário-55% / Aéreo-40% / Outros-5%
Pontos Negativos: 35% mendicância / 30% segurança / 25% transporte público / 15% informação turística
Pontos Positivos: 40% o carioca / 25% limpeza / 20% os shoppings / 10% gastronomia / 5% a prestação de serviço
Permanência média: 1/3 dias-15% / 4/7 dias-65% / Mais de 8 dias-20%
Gasto médio na cidade por dia: Até RS 120,00-30% / De RS 130,00/RS 200,00-45% / De 210,00 a RS 300,00-15% / Mais de RS 310,00 10%
Outras Cidades visitadas no Estado: Angra-30% 7 Paraty-20% / Búzios-18% / Itatiaia-15% / Petrópolis-10% / Nova Friburgo-5% / Niterói-2%
Grau de satisfação: 95% retornaria ao Rio / 5% não retornaria
Freqüência de visita ao Rio: Primeira vez-66% / 2/3 vezes-23% / 4/6 vezes-9% 7 Mais de 7 vezes-2%

Perfil do Turista estrangeiro
Forma de organização da viagem: 60% por conta própria / 40% através de agência
Forma de hospedagem: 70% hotel / 20% aluguel de apartamentos / 6% casa de amigos / 4% hospedagem domiciliar
Meio de transporte: 70% aéreo / 25% marítimo / 5% rodoviário
Procedência dos turistas: 25% norte-americanos / 14% franceses / 13% portugueses / 10% alemães / 9% italianos / 8% ingleses / 7% argentinos / 5% chilenos / 4% japoneses / 2% mexicanos / 2% australianos / 1% uruguaios
Outras cidades visitadas no Rio: 35% Paraty / 30% Búzios / 15% Petrópolis / 10% Niterói / 8% Angra dos Reis / 2% Cabo Frio
Gasto médio: 80/120 USD-42% / 130/200-35% / 210/280-20% / Mais de 290-3%
Grau de satisfação: 86% retornaria ao Rio / 14% não retornaria
Pontos Negativos: 25% mendicância / 23% informação turística / 17% sinalização turística / 14% segurança / 12% taxis / 9% limpeza
Pontos Positivos: 26% população anfitriã / 21% policiamento nas áreas turísticas / 18% ordenamento das praias / 13%organização das praias / 11% gastronomia / 8% metro / 3% atrativos culturais
Nível de escolaridade: 25% Ensino fundamental / 55% Ensino médio / 20% ensino superior
Faixa etária: 18/25 anos-25% / 26/42 anos-23% / 43/60-35% / Mais de 61-17%
Sexo: 55% mulheres / 45% homens
Freqüência da visita: Primeira vez-80% / 2/3 vezes-15% / Mais de 4 vezes-5%
Atrativos turísticos visitados: Pão de Açúcar-33% / Corcovado-22% / Jardim Botânico-17% / Floresta da Tijuca-15% / Passarela do Samba-11% / Cidade do Samba-2%
Permanência média: 1/3 dias-22% / 4/7 dias-67% / Mais de 8 dias -11%

Previsões para a alta temporada dos Professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, respectivamente presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo da UniverCidade e presidente da PlanetWork:
1) Haverá um acréscimo de 15 % de turistas estrangeiros e 25% de turistas domésticos na alta estação.
2) A ocupação hoteleira será de 80% em média, sendo 45% de turistas nacionais e 35% de internacionais.
3) A Europa continua sendo o maior mercado emissor para o Brasil e precisa ser melhor trabalhada. As ações de promoção do Rio são pontuais.
4) Cada vez mais, teremos um turista por conta própria. A cidade tem que se adequar urgentemente, sobretudo com sinalização turística e maior número de centros de informação turística. O ideal seria utilizar as estações de metro como informação turística.
5) O Réveillon receberá 635 mil turistas, dos quais 65% nacionais e 35% estrangeiros.
6) Deverão passar pelo Rio 2,5 milhões de turistas de dezembro a março de 2010.

"Gestores do cartel das cantinas condenados pela Concorrência"

No Diário Económico, a jornalista Hermínia Saraiva acaba de dar conta que "A Autoridade da Concorrência, presidida por Manuel Sebastião, condenou hoje os administradores das empresas envolvidas cartel das cantinas ao pagamento de 20 mil euros em multas.
Esta é a primeira vez que a AdC responsabiliza directamente órgãos de gestão acusados de violar as leis da Concorrência.
O regulador decidiu-se pela aplicação de coimas superiores a 14 milhões de euros às cinco empresas envolvidas por práticas lesivas da concorrência no mercado de refeições e serviços de gestão e exploração de refeitórios, cantinas e restaurantes. A informação foi confirmada ao Económico pelo advogado de uma das empresas acusadas, que não descarta a possibilidade de vir a recorrer da decisão da AdC." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo pode ser lido na íntegra.

Nota: para mais informações, vide o Comunicado da AdC.

marți, 29 decembrie 2009

"ASAE instaurou 1800 processos por infracções à Lei do Tabaco em dois anos"

Como noticia o Público, em Portugal, "Quando se completam dois anos da entrada em vigor da Lei do Tabaco, que se assinalam sexta-feira, o presidente da ASAE, António Nunes, explicou que a maioria das infracções está relacionada com a falta de sinalização ou sinalização incorrecta, fumar em locais proibidos e a criação de espaços para fumadores que não cumprem os requisitos.
Em 2008, foram instaurados 867 processos, número que subiu este ano para 933. Dos 1800 processos de contra-ordenação levantados durante dois anos, a maioria das infracções verificou-se na região de Lisboa (878), seguida da região Norte (488), adiantam os dados da ASAE." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo está disponível em texto integral.

joi, 24 decembrie 2009

"Avança a 'lista negra' de clientes nas discotecas" em Portugal

No Jornal de Notícias, Hugo Silva revela que "O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pediu um parecer à Procuradoria-Geral da República sobre a legalidade da criação de uma lista negra de clientes problemáticos de bares e discotecas.
O pedido de parecer sobre a 'admissibilidade constitucional e legal da criação' de uma lista nominal de pessoas que tenham cometido ilícitos nos estabelecimentos de animação, a quem possa ser vedado o acesso aos espaços, foi remetido ao Conselho Consultivo da PGR na semana passada. Um passo que reforça a disponibilidade do Governo para avançar com uma lista negra de clientes indesejados.
A informação chegou à Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, que no início deste mês tinha solicitado uma reunião urgente a Rui Pereira, precisamente para saber em que ponto estava o processo da referida lista." (As hiperconexões foram acrescentadas)
Este artigo pode ser lido na íntegra.

miercuri, 23 decembrie 2009

Em Portugal, "Tarifas de táxi ficam inalteradas em 2010"

Segundo o Público, "O tarifário do serviço de táxi não vai sofrer qualquer agravamento em Janeiro de 2010, mantendo-se em vigor as taxas que estão a ser praticadas desde 15 de Julho de 2008.
Uma nota enviada pelo Ministério da Economia informa que o tarifário que vai vigorar foi estabelecido através da Convenção de Preços, celebrada com as estruturas associativas do sector, ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros) e a FPT (Federação Portuguesa do Táxi).
Deste modo, e a título de exemplo, no que se refere a veículos de 4 passageiros, o tarifário do serviço urbano diurno continuará com o valor da bandeirada fixado em €2,00, o valor do quilómetro fixado em €0,45, o valor da hora de espera fixado em €13,35 e o valor das fracções de percurso fixadas em €0,15.
Igualmente se mantêm inalterados os suplementos de bagagem, chamada telefónica ou de transporte de animais domésticos." (As hiperconexões foram acrescentadas)

luni, 21 decembrie 2009

A promoção do Brasil no exterior

O Brasil, infelizmente, não tem conseguido aumentar o número de turistas estrangeiros, que nos visita, apesar de todos os esforços promocionais do governo federal, sobretudo aqueles oriundos do Plano Aquarela. Não recebemos nem sequer um por cento de todos os turistas internacionais que viajam pelo mundo e o governo resolveu apenas falar em receitas geradas pelo turismo,sem mencionar o fluxo quantitativo.
O Plano Aquarela, que conceitualmente traz ações pontuais nos mercados prioritários não apresenta nenhuma inovação nas formas de promoção. Repete programas anteriores como escritórios no exterior, tours de familiarização, press trips e participação em eventos internacionais. Tal formula é a mesma apresentada nos últimos vinte anos e não nos trouxe aumento significativo de consumidores. Ao analisar o plano Aquarela, vejo exatamente o trabalho revolucionário, a época de Oswaldo Trigueiros e Glória Britto Pereira, na FUNTUR mas que para nossa tristeza não evoluiu.
O trabalho das grandes empresas de turismo, com raras exceções, não tem nenhuma criatividade, nem no formato e nem na inovação. Eventos de turismo discutem os mesmos problemas, quase sempre ligados a comissionamento de empresas aéreas.
Estamos no século XXI e precisamos mostrar uma nova cara ao mundo globalizado. Não a de programas assistencialistas, baseados numa filosofia política ultrapassada mas num país que possui grandes talentos e pesquisadores, que podem revolucionar a atividade com base na criatividade.
O mundo ainda nos percebe como um grande balneário, repleto de música e futebol. Pouco avanço houve numa promoção de nossa gente e de nossos valores culturais. A segmentação passa por uma efetiva visão do potencial local ancorado em tendências como as experiências culturais, o viajar por conta própria e a internet, como instrumento de escolha de produtos, com verdadeiras viagens virtuais com visão prévia de nossos sonhos. Estamos muito mas muito longe de tal realidade: cidades mal sinalizadas turisticamente, falta de centros de informações turísticas, inexistência de um toll free em vários idiomas, funcionando 24 horas,para orientar o turista. É tão pouco e já fizemos tais sugestões inúmeras vezes. Não seria mais evidente cuidar melhor de dita infra-estrutura primária, para depois promover melhor e com uma nova política para os fluxos que aqui chegam?
É triste e desculpe novamente a utilização de tal expressão de não vermos um efetivo benchmarketing com destinos que estão dando certo e que poderiam nos ajudar. Chega de tanta foto e tanto sorriso de autoridades e vamos passar para um trabalho efetivo.
Nos últimos anos, vimos nascer os Embaixadores do Rio, os cafés da manhã com o Corpo Consular, os seminários educacionais para vendas de destinos, o Rio é de vocês, Rio Convention and Visitors Bureau sem um aproveitamento melhor do Poder Público. Cada governo quer apenas dizer o que está fazendo e desconhecer o passado do Turismo. Em sã consciência, ninguém pode ignorar a revolução nas gestões Caio Luiz de Carvalho, João Dória Junior, Miguel Colassuano, Roberto Gherardi, Trajano Ribeiro, Alfredo Laufer para citar apenas alguns exemplos. Não seria vital criar um conselho de notáveis que pudessem se posicionar? Vejo no Conselho de Turismo da CNC uma voz que quer colaborar e que pode, sem conotação governamental, ser uma forma de assessoria nas políticas públicas e privadas de turismo.
Precisamos nos conscientizar que o mundo anda muito rápido e que não podemos perder o trem TGV, caso contrário ficaremos fora do circuito internacional, apesar da captação de grandes eventos esportivos, que são momentâneos mas não geram um aumento real de turistas nos anos subseqüentes.
Vamos olhar para os mercados mais próximos e investir mais no MERCOSUL e na preparação de nossos recursos humanos para recebimento de tais visitantes, como faz muito bem o Estado de Santa Catarina. Nossa preparação tem que ser mormente presencial e não à distância. É pouco provável que cursos de idiomas ministrados pela internet possam trazer melhorias reais.
Não quero ter uma visão pessimista mas com a proximidade das eleições e as visões de crescimento de 100% de turistas em 10 anos ,apresentadas no Rio, pelas autoridades federais, que não não condizem com a realidade que se nos apresenta, precisamos mudar.
É uma reflexão, de alguém que com muita humildade e parcimônia deseja colaborar e quer ver um Brasil diferente na percepção de possíveis compradores do produto mas sobretudo que a Lei Geral do Turismo, o PNT e o Plano Aquarela possam ajudar no aumento de turista e no market share.
Bayard Do Coutto Boiteux é escritor,presidente do Site Consultoria em Turismo e coordena os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, no Rio e Mauricio Werner é presidente da Planet Work.

miercuri, 16 decembrie 2009

Quem é o turista português que visita o Rio?

Os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, com o apoio da Fundação Cesgranrio e da Planet Work realizaram de 12 de Novembro a 11 de Dezembro de 2009, uma pesquisa com 600 turistas portugueses, para obter o perfil daquele consumidor. A pesquisa foi coordenada pelo professores Bayard Boiteux e Maurício Werner e contou com a participação de 40 alunos dos referidos cursos. A pesquisa foi auditada e certificada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo e da Hotelaria da UniverCidade e a margem de erro é 3,4%.
Para Bayard Boiteux, diretor dos cursos de turismo e hotelaria da UniverCidade, Portugal é hoje o principal mercado emissor europeu para o Rio e para o Brasil e deve ser tratado com prioridade. Ele salienta que o Brasil e o Rio devem muito a TAP, que conseguiu aumentar o fluxo de turistas com o maior número de vôos para o Brasil, de uma companhia estrangeira e sobretudo nos socorrer no momento da crise da Varig. Teremos uma dívida eterna com a TAP, e temos que agradecer a gestão dos engenheiros Fernando Pinto e Luiz Mor.
Abaixo,elencamos os resultados da pesquisa,que deverá servir como um indicador para as ações promocionais em Portugal, afirma Mauricio Werner,diretor da Planet Work, que enfatiza que a presença do Brasil na BTL, em Lisboa, tem que ser mais expressiva.

Gênero: 52% homens / 48% mulheres
Grau de instrução: 25% nível fundamental / 35% nível médio / 40% nível superior
Idade: de 18 a 25 anos – 23% / de 26 a 35 anos – 32% / de 36 a 48 anos – 18% / de 49 a 60 anos – 16% / mais de 61 – 11%
Pontos positivos: 40% Praias / 30% População amistosa /20% Preços / 10% Prestação de serviços
Pontos negativos: 35% Segurança / 30% Táxis / 20% Mendicância / 10% Informação Turística / 5% limpeza
Freqüência da visita ao Rio: 40% vieram ao Rio pela primeira vez / 35% já vieram ao Rio pelo menos uma vez / 20% já vieram ao Rio mais de duas vezes / 5% já vieram mais de três vezes
Intenção de voltar ao Rio: Pretendem voltar – 90% / Não voltariam – 110%
Permanência média no Rio: 2 a 4 dias – 40% / 5 a 7 dias – 30% / Mais de 7 dias – 30%
Atrativo turístico que mais atraiu no Rio de Janeiro: 50% Corcovado / 30% Pão de Açúcar / 20% Praias
Organização da viagem: 70% Por conta própria / 30% Através de agências de viagens
Transporte utilizado para chegar ao Rio: 100% Aéreo
Hábito de viajar: Com a família – 45% / Com amigos – 40% / Sozinho – 15%
Procedência dos Turistas: 45% Norte de Portugal / 35% Sul de Portugal / 20% Outras regiões de Portugal
Forma de hospedagem: 45% Hotéis / 30% Casa de familiares/amigos / 20% Aluguel de apartamentos / 5% Hospedagem domiciliar
Gasto médio por dia (em USD): 80 a 120 – 35% / 130 a 190 – 40% / 200 a 250 – 20% / Mais de 250 – 5%
Outras cidades visitadas durante a permanência no Brasil: 30% Búzios / 25% Porto de Galinhas / 20% Niterói / 15% Petrópolis / 10% Paraty / 5% Salvador
Portão de entrada no Brasil: 70% Rio de Janeiro / 20% Recife / 10% Salvador

luni, 14 decembrie 2009

O turbilhão da temática dos territórios: o ordenamento turístico como reivindicação do poder local

Há que encontrar o ponto de equilíbrio entre a orientação descendente concebida há 40 anos no quadro de um centralista Estado-nação e as fortíssimas pulsões regionais e locais de sentido ascendente.
A circunstância de as atenções nos últimos cinquenta anos se terem concentrado nas políticas de transportes, habitação, serviços públicos e desenvolvimento económico explica, de algum modo, o carácter recente das políticas públicas de ordenamento do território turístico.
A tomada de consciência do incontornável papel desta actividade só ocorre depois dos anos noventa quando se torna a primeira actividade mundial de serviços, aproximando-se das indústrias petrolífera e automóvel. Com efeito, apesar da actividade turística representar a nível mundial mais de 10% do PIB, 8% do emprego e 12% das exportações, não tem sido adequadamente reconhecida a sua importância.
Por outro lado, o carácter recente das políticas de ordenamento do território turístico entronca no despertar do regionalismo turístico, da repartição de competências entre o poder central e o regional, designadamente no que toca à organização da actividade e ao urbanismo turístico.
O poder local passa a investir no turismo como um novo e promissor campo de intervenção económica e de ordenamento do espaço urbano e rural, verificando-se concomitantemente uma irreversível interacção entre o turismo e o desenvolvimento sustentável e o ordenamento do território.
Por seu turno, as populações libertaram-se da espartilhante concepção clássica do ordenamento turístico e a, evolução para modelos de descentralização e de regionalização (Espanha, Itália e França) dão ao poder local um novo estatuto, ocorrendo a fragmentação da acção pública em que diversas formas de governação optam pela contratualização de projectos e operações.
O modelo europeu de acção pública foi durante muito tempo prescritivo, centralizador e pouco pluralista e, só muito recentemente e, de uma forma gradual, a intervenção dos poderes públicos foi negociada à escala dos territórios, dos actores e das populações locais.
O centralismo perde o exclusivo da representação do interesse geral com o advento do mecanismo do contrato que coloca o poder local no mesmo plano que o do Estado-nação.
O contrato inicia, numa primeira fase, a descentralização francesa (1981) e a espanhola (1985) criando mecanismos - há muito conhecidos de países do norte da Europa e da Itália - para a formulação de acordos colectivos em torno de projectos locais.
A intervenção turística marca particularmente bem esta deslocação progressiva nos últimos 30 anos, de um movimento de ordenamento descendente (top-down) concebido em torno de uma organização espacial do território nacional e do seu zonamento funcionalista para ter em conta reivindicações ou iniciativas ascendentes (bottom-up).
A participação das populações torna-se um dos princípios estruturantes do ordenamento turístico, convocando diferentes públicos, retirando o monopólio da actuação a políticos e elites administrativas, fazendo intervir um número crescente de especialistas e líderes de opinião, enriquecendo o iter decisório e obtendo consensos mais alargados.

Carlos Torres, Jornal Planeamento e Cidades n.º 19, Novembro-Dezembro 2009, pág. 28

vineri, 11 decembrie 2009

As alterações climáticas e os seus efeitos no turismo


Numa projecção a cerca de 60 anos, a região do Mediterrâneo, que capta actualmente 120 milhões de turistas do norte da Europa – o maior fluxo internacional de turistas ao nível mundial – e que detém o maior índice de clima para o turismo (excelente: 80-100) perde dois escalões (muito bom e bom), situando-se no aceitável (40-60), ou seja, o escalão logo a seguir ao desfavorável (0-40).
Os países do norte da Europa terão os índices mais favoráveis (excelente e muito bom) convertendo-se de grandes mercados emissores de turismo em destinos turísticos de excelência, reforçando fortemente a vertente do mercado interno e cessando os fluxos turísticos do norte para o sul.
A Cimeira de Copenhaga constitui um bom pretexto para reflectir sobre as alterações climáticas e os seus efeitos na actividade económica do turismo, uma matéria incontornável tanto no planeamento como no marketing turísticos. Ed Miliband, secretário britânico para a energia e alterações climáticas fez, pela primeira vez, um atendimento directo, por telefone, aos cidadãos interessados nas negociações de Copenhaga, bastando a prévia inscrição no site. Um bom exemplo a seguir pelos nossos governantes em matéria de proximidade com os cidadãos.
No presente artigo, centro-me num estudo recentemente divulgado: Impacts of Europe’s changing climate – 2008 indicator-based assessment. Trata-se do relatório final do projecto PESETA (Projection of economic impacts of climate change in sectors of the European Union based on bottom-up analysis) que faz uma avaliação anual dos impactos económicos na Europa decorrentes das alterações climáticas na agricultura, subidas das águas dos rios, sistemas costeiros e turismo, modelo que não atende às políticas de adaptação.
Apesar de o clima influenciar fortemente o sector do turismo e constituir nalgumas regiões um dos principais recursos naturais em que a actividade assenta – por exemplo destinos de sol e praia ou desportos de inverno pouco se tem atendido às implicações das alterações climáticas, sobretudo a médio e longo prazo, bem como às inerentes alterações das relações de concorrência entre destinos turísticos. As zonas costeiras e as montanhas constituem precisamente os territórios turísticos mais vulneráveis às alterações climáticas.
Constata-se, nos últimos cinquenta anos, uma íntima ligação do modelo do turismo de massas com o clima, quer na origem dos turistas (mercados emissores), quer nos destinos turísticos. Nesse período, os fluxos turísticos têm predominado de norte para o sul da Europa, durante o Verão, em direcção às zonas costeiras, sendo expectável que a indústria do turismo continue a crescer mercê do binómio aumento do rendimento e mais tempo para o lazer. No entanto, a sazonalidade constitui uma das questões mais críticas do turismo.
Temos, assim, três ordens de questões-chave suscitadas pelo estudo:
1) O impacto sobre a atractividade de muitos dos principais resorts do Mediterrâneo, enquanto melhoram as condições de outras regiões.
2) A menor atractividade para os turistas durante os meses de Verão e um aumento das condições na Primavera e no Outono, o que pode introduzir importantes mudanças nos fluxos turísticos da UE. Para regiões onde o turismo pesa na economia, como é o caso do Algarve, a diversificação económica poderá não compensar as perdas. Em todo o caso, o turismo deverá suportar significativos custos de adaptação.
3) As medidas de adaptação devem atender aos factores sócio-económicos e de sustentabilidade, tendo em conta os impactes ambientais e devem ser periodicamente avaliadas.
Como flui do estudo, é bastante provável que o aumento da temperatura tenha influência na escolha dos destinos de verão (e provavelmente doutra estação) na Europa, registando-se as maiores taxas de crescimento no norte da Europa aliadas ao robustecimento do turismo interno.
As actividades de ar livre tornar-se-ão mais atractivas no norte da Europa enquanto as maiores temperaturas e ondas de calor na região mediterrânica aliadas à falta de água coincidindo com os períodos de maior afluência de turistas poderão conduzir a utilizações fora do pico do Verão actual.
Um dos factores que poderá atenuar as perdas será a flexibilidade dos turistas, decorrente do envelhecimento da população e da consequente disponibilidade para viajar fora das épocas mais procuradas, ou seja, do pico do Verão. A flexibilidade também poderá decorrer da alteração das férias escolares.
Há também que considerar o impacto das mudanças climáticas nos desportos de inverno, uma indústria europeia que atrai milhões de turistas todos os anos e que gera receitas na ordem de €50 biliões anuais. Um estudo projecta para Áustria, França, Alemanha, Itália e Suíça a redução de áreas esquiáveis de 600 a 500 se as temperaturas aumentarem 1,2°C, para 400, se a temperatura subir até 2°C, e para 200 se o incremento for de 4°C.

Nota Final: Grande dificuldade sentida ultimamente pelos nossos responsáveis políticos em matéria de slogans das campanhas de turismo. Depois do Portugal Maior – slogan da campanha presidencial de Cavaco Silva adoptado no turismo interno – é agora a vez do Leve Lisboa no Coração se inspirar no centenário e imortal Leve Colares no Coração. Como se não bastasse, a jovem que apela ao paraíso Lisboa, surge-nos de gabardine, vestuário que nos faz lembrar chuva, mau tempo, etc. Recentemente os americanos David Weaver e Laura Lawton identificaram o conceito de demarketing, através do qual se pretende reduzir a procura em determinados locais turísticos que estão a atingir a saturação ou de elevada sensibilidade ambiental. Quer-me parecer que, nos últimos anos, o turismo português tem sido prodigioso em demarkteers....

Carlos Torres, Publituris nº 1099, de 11 de Dezembro de 2009, pág. 4.

joi, 10 decembrie 2009

"'Pizza Napoletana' registada como Especialidade Tradicional Garantia"

Hoje, a Sala de Imprensa da U.E. informou que "Na quarta-feira os Estados-Membros apoiaram a proposta de registar 'Pizza Napoletana' como uma 'Especialidade Tradicional Garantida', no quadro do esquema europeu de rotulagem da qualidade. Daqui resulta que os produtores que desejarem utilizar o rótulo europeu 'ETG' nas suas pizzas deverão seguir as especificações precisas constantes do regulamento. 'Especialidade Tradicional Garantida' significa um produto agrícola ou alimentar com, pelo menos, 25 anos de presença no mercado da UE e reconhecido pela UE devido ao seu carácter específico. Este registo não impedirá os outros produtores de utilizar o nome 'Pizza Napoletana', mesmo que não sigam as especificações aprovadas n quarta-feira. Porém, os produtores que elaborem pizzas seguindo uma outra receita não serão autorizados a utilizar o rótulo 'ETG'. Este regulamento será formalmente adoptado pela Comissão nas próximas semanas." (A imagem e as hiperconexão foram acrescentadas)

marți, 8 decembrie 2009

"Aviação compromete-se reduzir emissões de CO2 metade até 2050"

O Diário Digital acaba de noticiar que "O sector da aviação comprometeu-se a reduzir as emissões poluentes em 50 por cento até 2050, através da utilização de aviões com menor consumo e uma maior aposta nos biocombustíveis, anunciou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo.
Num comunicado divulgado durante o segundo dia de trabalhos da cimeira da ONU sobre alterações climáticas, que decorre em Copenhaga, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou que as companhias aéreas estão a investir mais de 1,5 mil milhões de dólares em novos aviões para reduzir, até 2020, as emissões de dióxido de carbono (CO2) geradas pelo sector.
O sector aéreo prevê também realizar uma maior aposta na utilização de biocombustíveis para abastecer os voos comerciais, possibilidade que já está a ser testada por cinco companhias aéreas, para reduzir as emissões poluentes em até 80 por cento. A IATA adiantou que estes testes deverão estar concluídos em 2011.
De moda a conseguir um corte das emissões de CO2 até 2050, a estratégia da IATA passa também por apostar em aviões mais eficientes em termo de consumo, refere o comunicado ." (As hiperconexões foram acrescentadas)

Em Portugal, "Bares reclamam cadastro do cliente"

No Jornal de Notícias de hoje, Carla Soares dá conta que "Ano e meio após ter manifestado apoio a um mecanismo de sanção do cliente desordeiro, o ministro da Administração Interna não avançou com a medida. A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto quer discutir o assunto em nova reunião.
Ontem, António Fonseca, presidente daquela associação, escreveu ao ministro Rui Pereira solicitando-lhe um encontro para breve. Em causa está a criação de uma espécie de 'lista negra' ou cadastro do cliente que continua por concretizar, apesar das promessas do governante de que iria estudar a melhor solução.
Uma vez que Rui Pereira continua no Executivo, António Fonseca considera que é mais uma razão para reclamar que faça um ponto da situação, até porque, alerta o representante dos estabelecimentos de diversão nocturna, 'os incidentes repetem-se, não só no Porto, mas em todo o país'."
Este artigo pode ser lido em texto integral.